Futebol e basquete são duas modalidades quase opostas. De um lado as mãos, do outro os pés. No primeiro, a grama é o território, enquanto no segundo as quadras e ginásios é que são palco das disputas. Estas são apenas algumas das diferenças entre dois esportes que têm se aproximado muito nos últimos anos. Se nos negócios a distância continua, é na paixão de suas estrelas que ambos vêem elementos em comum.
Na NBA, liga norte-americana de basquete, a mais tradicional do mundo, cada vez mais jogadores mostram o gosto pelo futebol e a habilidade com os pés. Nomes não faltam: Kobe Bryant e Steve Nash já são conhecidos por serem apreciadores do esporte de Pelé, Maradona e companhia. O mais novo a se arriscar foi Kevin Garnett.
Do alto de seus 2,11 m, o ala-pivô inovou na preparação para a temporada 2008/2009 da NBA, na defesa do título com o Boston Celtics. Enquanto o companheiro Paul Pierce escolheu dieta e academia, o jogador instalou dois gols nos fundos de sua casa, em Minneapolis e aproveitou para bater uma bolinha durante a pré-temporada. Mas sem compromisso.
"Não tenho as características de um artilheiro", disse Garnett, torcedor do Chelsea, do técnico Luiz Felipe Scolari, ao
The Boston Globe. "Quando é hora de voltar a ficar em forma, eu chamo meus amigos e vamos para o quintal fazer uma bagunça. Mas é Nash quem realmente sabe jogar."
Steve Nash, companheiro de Leandrinho no Phoenix Suns, é um dos principais responsáveis pela nova "moda" no basquete mais famoso do mundo. Ao contrário de Garnett, o canadense (nascido na África do Sul) pensou em trocar as mãos pelas chuteiras. Seu pai nasceu em Londres, no distrito de Tottenham, e influenciou os filhos. O irmão chegou a jogar na seleção canadense.
| LEANDRINHO TAMBÉM SE ARRISCA |
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 Leandrinho e Nash se aventuram no futebol |
| Claro que os brasileiros da NBA também têm uma ligação com o futebol, esporte mais tradicional do país. Leandrinho é o que parece ser mais próximo, até por estar constantemente em companhia de Steve Nash, seu companheiro de time no Phoenix Suns e declaradamente fanático por futebol. |
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| Juntos, eles já participaram de partidas beneficentes com uma série de outros jogadores tanto das quadras quanto dos campos: Raja Bell, Thierry Henry, Baron Davis, Jason Kidd e Joakim Noah, entre outros. Mas uma das aventuras do corintiano no gramado teve efeito negativo. Depois de deixar a seleção brasileira antes dos Jogos de Pequim, alegando lesão, Leandrinho foi visto em partida de futebol, o que gerou dúvidas sobre suas reais condições físicas na época. |
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MAIS SOBRE OS BRASILEIROS NA NBA |
"Sempre fui um fã apaixonado", admitiu, ao
The New York Times. "Eu gostaria de ser o dono, ou comprar algumas ações (do Tottenham)". Depois de entrar no basquete, Nash seguiu acompanhando o futebol e se tornou amigo de astros como Henry, Del Piero e Ambrosini. Para completar, tornou-se investidor e padrinho da WPS, liga profissional de futebol feminino nos Estados Unidos que estreará em abril de 2009.
Garnett, que além de se exercitar no campo, gosta de praticar no videogame, já faz planos como espectador. Em 2010, quer assistir
in loco à Copa do Mundo da África do Sul. Antes disso promete estar presente a uma partida da Primeira Divisão do Campeonato Italiano. Mais precisamente, quer ver de perto o que o brasileiro Ronaldinho faz, já que devorou a maioria dos vídeos do jogador do Milan que achou na Internet.
"Gosto de Ronaldinho, Drogba e Cristiano Ronaldo. Wayne Rooney é forte, gosto de vê-lo", contou Garnett. Em suas viagens, o ala-pivô conheceu parte dos ídolos. "Encontramos com Drogba quando o Chelsea veio visitar o Los Angeles Galaxy. Depois, ele nos assistiu jogando em Londres. Também conheci Del Piero, em Roma."
Ídolo em comumPor falar em Ronaldinho, o gaúcho é o preferido de outro grande astro com a bola laranja. Kobe Bryant já falou do seu apreço pelo brasileiro e sempre se mostrou um grande fã de futebol. Tanto que nos Jogos de Pequim foi à partida entre Brasil e Argentina, na semifinal, e em 2006, se encontrou com Ronaldinho nos Estados Unidos, durante amistoso do Brasil.
A aproximação se deu ainda na infância, já que aos seis anos o armador do Los Angeles Lakers mudou-se com a família para a Itália. Foi lá que aprendeu a jogar e a torcer para o Milan. Ele até já admitiu que, se tivesse ficado na Itália, seu futuro poderia ter sido outro.