Com a HSBC Arena lotada e uma torcida que não parou de cantar em nenhum momento, o Flamengo venceu o Brasília no Rio de Janeiro por 76 a 68, fechou a série final por 3 a 2 e conquistou a primeira edição do Novo Basquete Brasil (NBB). Assim, a equipe rubro-negra, que no último ano havia conquistado o Nacional da CBB, mantém a hegemonia do basquete brasileiro.
O Flamengo teve uma campanha quase impecável na competição nacional. Com apenas duas derrotas da primeira fase, a equipe carioca também não teve muitos problemas nos playoffs até chegar à final. Fechou as quartas de final e semifinal por 3 a 0 contra Pinheiros e Joinville, respectivamente.
Já a série final contra o Brasília foi a mais complicada. Depois de vencer o primeiro jogo no Distrito Federal, perdeu em casa o jogo 2, mas se recuperou no seguinte, também no Rio de Janeiro. Na quarta partida da série, o Brasília fez valer o mando de quadra, empatou a disputa por 2 a 2. O título veio apenas na quinta partida.
A quinta partida da final confirma o sucesso de público da série melhor-de-cinco da NBB. Neste domingo, 15,530 mil torcedores compareceram à HSBC Arena, no Rio de Janeiro, um recorde absoluto do local, que já recebeu inclusive eventos dos Jogos Pan-Americanos em 2007.
O jogoLogo nos primeiros minutos de partida os mais de 15 mil torcedores presentes no HSBC Arena tiveram uma idéia do nervosismo que dominou o quinto e decisivo jogo da final da NBB. Na disputa por posição no garrafão, os pivôs Baby, do Flamengo, e Márcio Cipriano, do Brasília, se envolveram em uma briga e foram desqualificados. Após alguns minutos de partida interrompida, ambos os jogadores foram expulsos de quadra.
Com a bola em jogo, foi o Flamengo que começou melhor. O Brasília demorou mais de 4 minutos para marcar seu primeiro ponto, permitindo que os donos da casa abrissem 7-0. Os comandados de Lula Ferreira, entretanto, se recuperaram e encostaram no placar, principalmente por conta dos lances-livres dos cariocas, que erraram 10 de 18 tentativas, um aproveitamento bem abaixo que os 93,5% do time na temporada.
O fato mais marcante no início da final da NBB foi o desequilíbrio emocional das duas equipes. Tanto Flamengo quanto Brasília errararam seus arremessos, discutiram dentro e fora de quadra e cometeram muitas faltas, especialmente no primeiro quarto.
Nos primeiros minutos da final os pivôs Baby e Cipriano foram desqualificados em virtude de uma briga. No início do segundo quarto, Diego e Mineiro se desentenderam no banco do Brasília por conta de uma falta técnica do pivô.
Fora de quadra, representantes dos times e os técnicos Paulo Chupeta e Lula Ferreira pressionavam a mesa e os árbitros a cada marcação. Presente na HSBC Arena, o técnico da seleção brasileira Moncho Monsalve criticou a postura dos atletas. "Um jogo muito brigado faz parte do basquete, mas eu não gostei muito disso não. Acho que o pessoal se perdeu em quadra", comentou o espanhol.
O descontrole pôde ser visto também no número de faltas no começo do jogo, que passou de 20 apenas no primeiro período. Nesse ponto, o Flamengo levou a pior, acertando apenas dez das 18 oportunidades na primeira parcial, uma média inferior a 60%. |
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| NERVOSISMO MARCA A FINAL |
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O Flamengo foi a primeira equipe a colocar os nervos no lugar na final e soube se aproveitar do equilíbrio emocional abrindo vantagem no segundo quarto. Sólido na defesa, os rubro-negros melhoraram nos arremessos com os irmãos Marcelinho Machado e Duda, cestinhas do time com 11 e 12 pontos respectivamente, mas Brasília soube se manter próximo no placar, e o primeiro tempo terminou com a vantagem carioca por 42 a 38.
"Final de campeonato ninguém quer perder e esse vai ser o ritmo até o final do jogo. A arbitragem está bem, mas o jogo está pegado", comentou o armador Hélio à
SporTV, em referência ao clima truncado da final. Para Valtinho, armador do Brasília, as sucessivas interrupções prejudicaram o time da Capital Federal. "A gente não conseguiu pegar ritmo de jogo ainda porque está muito parado, a bola não rola",
No segundo tempo as duas equipes começaram a apresentar um basquete de finalista. Deixando as reclamações e brigas de lado, Flamengo e Brasília se concentraram no jogo, e a qualidade da final melhorou. O terceiro período terminou com a vantagem do Flamengo por 57 a 51.
Se por um lado Marcelinho assumiu o comando do Flamengo na final, pelo lado do Brasília foram os pontos do reserva Diego e os rebotes de Estevam que mantiveram a equipe viva na final. Nos últimos minutos de jogo, entretanto, valeu a experiência do Flamengo, que contou com boas jogadas do ala Jéferson nos últimos minutos finais para vencer o quinto jogo por 76 a 68 e conquistar seu segundo título nacional consecutivo.