Meio de ano também é época de vestibular. Na seleção brasileira masculina de basquete não é diferente. Apesar de a equipe do técnico espanhol Moncho Monsalve ter uma base quase certa, com jogadores da NBA e outros dentro e fora do Brasil, os treinos que a equipe está realizando em São Paulo devem dar chance a alguns novos nomes para a Copa América.
A preparação brasileira para a Copa América teve início nesta segunda-feira. O campeonato que dá vaga para o Campeonato Mundial é o mais importante da temporada, e será realizado no fim de agosto, em San Juan, Porto Rico. Antes disso, no entanto, Moncho trabalha com uma equipe repleta de novos valores. Enquanto as estrelas da NBA, do NBB e do basquete europeu descansam, o time atual terá como compromisso o Torneio Internacional de Almada e os Jogos da Lusofonia, ambos em Portugal.
É neste período que serão escolhidas as apostas do espanhol para a seleção na Copa América. Dos atuais 16 convocados, apenas 12 vão para Portugal. Depois, novo corte definirá o time para a preparação da Copa América, sendo que apenas 12 vão para San Juan no fim de agosto.
"Nós contamos com o talento e a capacidade de muitos jogadores na seleção brasileira. Com segurança, três ou quatro destes garotos que estão nesta convocação poderão ir para a Copa América", afirmou o técnico, após um treino tático, aprimorando a parte ofensiva da equipe.
Entre os jogadores que estarão na mira, o espanhol afirma, sempre sem citar nomes, que precisará de um armador, um jogador que considere mais versátil e dois mais altos, como ala-pivô e pivô.
Mesmo ainda figurando quem estará no time, Moncho Monsalve mostra não ter preocupações com possíveis ausências. Entre os jogadores que não estarão na equipe, é esperada a convocação na segunda lista de nomes como Leandrinho, Nenê, Varejão, Alex Garcia, Baby, Marcelo Machado, Marcelinho Huertas, JP. Baptista, Guilherme Giovannoni e Tiago Splitter.
| CONVOCADOS DO 'TIME B' DE MONCHO |
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| JOGADOR/IDADE | TIME | POSIÇÃO |
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| Dedé (24) | Paulistano | ala-armador |
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| Bruno Fiorotto (24) | Limeira | pivô |
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| Olivinha (26) | Pinheiros | ala |
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| Duda (26) | Flamengo | armador |
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| Fúlvio (27) | Granada (ESP) | armador |
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| Gustavo Teichmann (25) | Limeira | ala |
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| Hatila Passos (24) | Rhone Herens (SUI) | pivô |
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| Jefferson (26) | Flamengo | ala |
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| Jhonatan (22) | Merida (ESP) | ala-armador |
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| J. Tavernari (22) | BYU Utah (EUA) | ala-armador |
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| Jordan Burger (18) | Sevilla Cajasol (ESP) | ala-pivô |
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| Betinho (20) | Limeira | ala-armador |
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| Lucas Cipolini (22) | BYU Havaí | ala-pivô |
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| Murilo Becker (25) | Minas | ala-pivô |
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| Paulão (21) | C.R.Axarquia (ESP) | pivô |
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| Mineiro (20) | Paulistano | ala-pivô |
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| Raulzinho (17) | Minas | armador |
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| Vitor Benite (19) | Pinheiros | armador |
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No entanto, Nenê, com uma fratura no braço, o também lesionado Baby e Varejão, com problemas contratuais, são alguns que podem virar desfalques. "Para mim são apenas espaços que teremos. Não me preocupo com quem não está na seleção. Há muito talento entre os brasileiros e podemos voltar a ficar entre os grandes", analisou Moncho.
Com tudo isso, o vestibular da seleção terá três pontos fundamentais para a comissão técnica. O primeiro é escolher três ou quatro jogadores que possam representar o país na Copa América. Moncho também quer testar alguns jogadores em novas posições, como Murilo atuando de ala-pivô. Fundamental, o terceiro passo é dar bagagem internacional aos atletas.
"Devido aos problemas e às contusões, cinco jogadores foram ao Pré-Olímpico sem qualquer experiência internacional. Agora, teremos no período de um mês dez partidas para que eles ganhem experiência", destacou Moncho. "Em Portugal, além de ser uma competição tradicional para o Brasil ganhar, temos a chance de ensinar esses garotos a serem vencedores."
Enquanto o treinador quebra a cabeça, os jogadores procuram fazer seu serviço para o impressionar. Para Jonathan Tavernari, no entanto, o momento é de pensar apenas nas competições de Portugal. "Agora temos de trabalhar para entender o sistema do Moncho. Nós somos a nova geração do basquete brasileiro, então temos de pensar nisso como uma maratona, e não como uma prova de 100 m", definiu o jogador do BYU Utah, no basquete universitário norte-americano.
Teste dentro e fora de quadraMesmo contando com a presença da maioria das estrelas da seleção, incluindo os jogadores da NBA, Moncho Monsalve bate na tecla de que o nome não é o que garantirá a vaga na seleção. "Nenhum dos que não estão com este grupo tem vaga garantida. Seja qual for o nome do jogador."
Não é só pelo talento em quadra que Moncho avaliará os 16 jogadores que se encontram com ele em São Paulo - a média do time é de 23 anos e exatos 2 m de altura. O técnico afirmou que quer sentir o compromisso de cada jogador em fazer o melhor possível pela seleção. "Isso é primordial. Eu tenho de chegar a todos e perguntar: 'você está conosco?'", explicou o espanhol.