PAULISTAS APOSTAM MAIS EM NOVATOS
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Caso o NBB confirme a criação de um campeonato sub-20, os times de Sâo Paulo devem saltar na frente. Os paulistas são os que mais apostam em jogadores jovens nesta edição do NBB. Segundo os elencos publicados no site do campeonato, os quatro times com mais atletas com 20 anos ou menos (Paulistano, Franca, Pinheiros e Bauru) são do estado.
O Paulistano é o recordista, com sete atletas. Destes, apenas dois (Mathias e Renato) não foram relacionados para nenhum dos dois jogos da equipe na competição até agora. No Franca, todos os sub-20 foram relacionados para o primeiro jogo e dois deles, o armador Vitor Benite e o ala Cauê Borges, foram titulares. Enquanto isso, favoritos como Brasília e Minas têm só um atleta cada na faixa etária. No Minas, Raulzinho entrou em quadra. No Brasília, Tchiêlo nem mesmo veio a São Paulo.
"Isso vai incentivar as categorias de base. E os clubes que não tiverem equipes menores, vão ter de apadrinhar um time da cidade de garotos", explica Kouros Monadejmi.
O NBB, principal torneio de basquete do país, quer fazer, a partir de janeiro de 2010, também uma disputa sub-20. O projeto foi idealizado ao final da primeira edição do torneio e vai custar, para a Liga Nacional, R$ 2 milhões.
A idéia é obrigar todos os participantes da segunda edição do torneio, que começou no último domingo, a montar uma equipe de base. Todos os custos de viagem, hospedagem e arbitragem seriam bancados pela entidade.
"A responsabilidade das categorias de base é da CBB, não da Liga. Agora, esse torneio iria ajudar a manter os atletas. Hoje, estamos perdendo muitos atletas no exterior. Com esse torneio, o garoto iria ver que existe mercado aqui e já começaria a pensar duas vezes antes de sair", explica Kouros Monadjemi, presidente da liga.
O dinheiro sairia da Lei de Incentivo, que permite dedução de impostos para quem investe no esporte. "O projeto já está com o Ministério do Esporte e podemos começar a captação em breve. Acho que é possível que em janeiro o torneio comece".
A idéia agrada aos atletas. O pivô Baby, que saiu cedo do país, jogou dez anos nos EUA e na Europa, e voltou ao basquete nacional no ano passado, porém, faz um alerta. "O que a gente precisa é mais profissionalismo. Isso é uma ação que ajuda. Mas o que precisamos mesmo é dos times fazendo planos a longo prazo".
Segundo Monadjemi, é justamente isso que a Liga pretende com o torneio de base. O dirigente explica que, para 2010, o NBB foi obrigado a adotar uma regra permitindo que cada clube tenha três estrangeiros, já que não existia mão de obra qualificada para todos os times.
"Daqui a alguns anos, isso não vai acontecer e poderemos diminuir o número de estrangeiros em cada time. Com uma liga sub-20, vamos segurar os jogadores no país e formar atletas com capacidade para jogar no NBB", afirmou Kouros.