Nome mais popular do boxe atual e campeão mundial em seis categorias de peso, o norte-americano Oscar de la Hoya, 35, inicia neste sábado, contra o compatriota Steve Forbes, 31, nos EUA, sua turnê de despedida.
| QUESTÃO DE FAMÍLIA |
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 Família Mayweather une os corners de De la Hoya (à esquerda) e Steve Forbes |
O duelo deste sábado entre Oscar de la Hoya e Steve Forbes poderia ter recebido o título promocional de "Questão de Família".
De la Hoya tem como técnico Floyd Mayweather Sr., irmão de Jeff Mayweather, que cuidará do córner de Forbes.
Mais do que isso, Mayweather Sr. é o pai do lutador contra quem De la Hoya busca a revanche se vencer Forbes neste sábado.
Quem estava no córner de Forbes, aliás, era um outro integrante da família, Roger Mayweather, irmão de Floyd Sr. e Jeff.
Só que Foyd Jr. afirmou que, se De la Hoya perdesse para Forbes, isso 'mataria' a revanche, tirando dinheiro de seu bolso.
Não deixou escolha para Roger, que abandonou o córner de Forbes, que contratou Jeff, um 'velho conhecido' de De la Hoya.
Em sua quinta luta profissional, De la Hoya derrotou Jeff por nocaute técnico em quatro assaltos.
Apesar de De la Hoya ser o favorito nas bolsas de apostas em 18 por 1, Forbes recusa a posição de azarão. "Nunca gostei de estar na posição de vítima, sou um ex-campeão mundial e um lutador 'de verdade'", reclamou hoje.
"Alguns pensam se tratar apenas de uma preparação para minha revanche com Mayweather [em setembro]. Mas acho que essa será a luta da vida de Forbes, e ele estará bem preparado", opinou De la Hoya na sexta. |
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Se ganhar neste sábado, em um combate acertado para o peso de até 68,1 kg e em 12 assaltos, o 'Garoto de Ouro' planeja realizar só mais duas lutas, pendurar as luvas até o fim do ano, e se dedicar aos negócios, que abrangem diversos empreendimentos.
O principal deles é a Golden Boy Promotions, firma promotora de lutas, várias delas distribuídas nos EUA pelo sistema pay-per-view. Logo no início de suas operações, a Golden Boy Promotions emplacou a série mensal Boxeo de Oro na emissora americana HBO Latino.
A programação terá como promotora a Golden Boy Promotions, que já ocupa espaço ao lado de empresas mais tradicionais, como a Don King Productions e a Top Rank, de seu ex-promotor, Bob Arum.
Em sua lista de contratados figuram mais de uma dezena de campeões ou ex-campeões.
Precavido, De la Hoya tirou um experiente veterano do ramo financeiro, Richard Schaefer, para auxiliá-lo no gerenciamento. Apesar disso, mesmo concentrado para seus combates, como o último contra Floyd Mayweather Jr., De la Hoya participa das decisões da firma.
De la Hoya também adquiriu, em setembro do ano passado, a editora da mais tradicional revista de boxe, 'The Ring'. A editora também produz outras publicações, em outras modalidades e áreas de interesse.
Nem os detalhes passam despercebidos por De la Hoya.
Quem recebe correspondência da agora renomeada Sports and Entertainment Publications LLC nota que o papel timbrado da editora traz a silhueta de um boxeador cujo perfil lembra o próprio De la Hoya.
Os investimentos do boxeador estão se diversificando e ultrapassam as fronteiras do quadrilátero. O empresário/pugilista se tornou em fevereiro co-proprietário do clube de futebol Houston Dynamo. Adquiriu 25% das ações da equipe da Major League Soccer, a liga norte-americana de futebol.
"Sou um vencedor e quero estar associado a outra marca vencedora", comemorou De la Hoya, que, na oportunidade, chegou a lançar a idéia da construção de um novo estádio.
Além disso, De la Hoya lançou uma grife de roupas esportivas e, durante um período em que esteve ausente dos ringues, até gravou um CD, que chegou a concorrer ao Grammy.
A sua última jogada foi escrever uma autobiografia intitulada "American Son, My Story", com Steve Springer.
Até no momento em que selecionou os próximos passos em sua turnê de despedida, o lado empreendedor de De la Hoya imprimiu a sua força.
Em vez de escolher um oponente 'fácil' para a segunda luta da turnê de despedida (se bater Forbes) e tentar fechar apenas com vitórias sua carreira, preferiu o combate com maior potencial para gerar lucro: uma revanche com Mayweather Jr., considerado o melhor lutador da atualidade. A terceira e última luta, segundo ele mesmo, deverá ser com o campeão dos meio-médios Miguel Cotto.
De la Hoya foi derrotado no duelo original, mas o combate se tornou a mais milionária da história do boxe. Rendeu US$ 120 milhões em pay-per-view.