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06/09/2008 - 19h37

Após fracasso olímpico no boxe, EUA demitem diretor técnico

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Apenas duas semanas após o fim das Olimpíadas, a federação norte-americana de boxe dispensou seu diretor de treinamento. Apesar de ter sido anunciado pela entidade que Dan Campbell se aposentou de seu trabalho, o técnico negou que veja sua saída deste modo.

A discussão acontece devido à má campanha dos Estados Unidos, sua pior na história dos Jogos Olímpicos. Em Pequim, foi conquistada apenas uma medalha, um modesto bronze com o peso pesado Deontay Wilder, coincidentemente o mais inexperiente da delegação. Em 1948, a equipe também voltou com apenas uma presença no pódio, mas ganhando a prata.

Aos 65 anos, Campbell entrou no posto em agosto de 2005. Ele foi o principal técnico e esteve no corner na maior parte dos combates de seus pupilos. O ex-técnico criticou a federação nacional de seu país. "Eles não me queriam mais no cargo, para começo de conversa", disse ao jornal New York Daily News. "Além disso, eles sempre tentaram me manter ciente de que se o time não fosse bem, eu estaria fora."

Por parte da federação, Campbell recebeu elogios e agradecimentos, mas a entidade não escondeu que tem muito trabalho a fazer. "Nós dividimos o desapontamento com a performance do nosso time na China, e estamos ansiosos por um novo começo no nosso programa para melhorarmos em Londres-2012."

Os métodos de Campbell foram criticados antes mesmo dos Jogos, uma vez que a equipe se preparou apenas no seu centro de treinamentos em Colorado Springs e não fez combates com possíveis adversários. Além disso, as regras foram consideradas muito restritivas e os técnicos regulares dos lutadores foram mantidos afastados. Como resultado, os pugilistas caíram nas fases preliminares, incluindo o campeão mundial Demetrius Andrade, da categoria meio-médio.

Uma das desculpas dos norte-americanos foi acusando o método de pontuação comumente utilizado no boxe amador e, portanto, nas Olimpíadas. Além da própria equipe, estrelas do mundo profissional como Oscar de la Hoya e Evander Holyfield não esconderam a insatisfação e também fizeram críticas abertas.

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