Não é segredo que tanto o irmão mais velho, Vitali Klitschko, quanto o caçula, Wladimir, estão de olho no cinturão que falta para a família dominar os pesos pesados, com os quatro títulos mais importantes do boxe. Mas, enquanto a chance não vem, resta aos ucranianos cumprirem as defesas obrigatórias de seus títulos.
Quem volta ao ringue neste sábado, às 18h30, em Stuttgart (ALE), é o primogênito Vitali, campeão da categoria pelo Conselho Mundial de Boxe. Como desafiante obrigatório, isto é, imposto pela entidade, figura o cubano Juan Carlos Gomez, que já foi campeão entre os cruzadores e passou a tentar ser o melhor na categoria mais tradicional da modalidade.
Para mostrar que encara o combate apenas como uma obrigação, o apelidado Dr. Punho de Ferro vem demonstrando confiança em conseguir sua 37ª vitória - tem apenas duas derrotas até aqui, em 38 combates. "Estou pronto, não tive lesões nos treinos e estou 100%. Ele disse que teve a melhor preparação de sua carreira, mas posso prometer que ele terá a mais dura luta que já teve. Vou lhe ensinar uma lição, mas não vai durar muito tempo", provocou.
Vitali voltou aos ringues em 2008, após quatro anos afastado. Ele desistiu da aposentadoria precoce, voltando já com título em outubro passado, vencendo Samuel Peter. Esta será sua primeira defesa, sendo que lhe atrai mais lutar pelo título da Associação Mundial de Boxe, único que falta aos Klitschko - Wladimir possui os da Federação Internacional e Organização Mundial de Boxe. O da AMB será definido em disputa entre Nikolay Valuev e Ruslan Chagaev, o campeão em recesso, que recentemente voltou de lesão.
O trunfo de Gomez é que os irmãos Klitschko são velhos conhecidos. O cubano de 35 anos - 44 vitórias e uma derrota - já foi sparring dos irmãos, anos depois de ter desertado da ilha então comandada por Fidel Castro e se profissionalizado em 1995. Gomez garante que destruirá o campeão: "Eu sou o melhor pugilista, vou derrubá-lo, apenas isso", afirmou o cubano, que era usado por Vitali e Wladimir principalmente por ser canhoto.
| ARIAS TENTA MANTER RECUPERAÇÃO |
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 Arias volta ao ringue no interior de S. Paulo |
Considerado o melhor peso pesado do Brasil, atualmente, George Arias colocará seus cinturões brasileiro e sul-americano em jogo neste sábado. Em Itatiba (SP), ele enfrenta Jairo Kusunoki e o retrospecto negativo de duas derrotas em seus últimos três combates.
Nas duas lutas que fez no exterior (2007 e 2008), ele teve derrotas por pontos. Em novembro do último ano, voltou a lutar no Brasil e reencontrou a vitória. Desta vez, tenta a 43º triunfo em 53 lutas (tem 11 derrotas), contra o compatriota, que treina no Japão e tem cinco vitórias, três derrotas e um empate.
Outros dois brasileiros vão ao ringue, em São Vicente (SP), nesta sexta-feira. Carlinhos Furacão defende o título dos penas, versão Fedebol da AMB, contra o paraguaio Victor Cardozo. Já Raphael Zumbano defende o mesmo título pelos pesados, cedendo a revanche ao boliviano Saul Farah. |
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MIKE TYSON TERÁ DOCUMENTÁRIO |
Gomez, de 35 anos, ganhou o direito de enfrentar o campeão mundial depois da vitória contra Vladimir Virchis, em setembro de 2008. Antes disso, deteve por quatro anos o título dos cruzadores, desde 2002. Mas viu sua carreira ter uma recaída intensa após ser pego em exame antidoping pelo uso de cocaína e ser suspenso por um ano.
O combate deste sábado deve colocar dois estilos distintos e não só pelo fato de Vitali ser destro e o rival canhoto. O ucraniano deve apostar mais na força e versatilidade de seus golpes, característica que o levou ao topo dos pesados. Gomez, por outro lado, deve tentar usar sua agilidade para tentar definir o combate, mas, vindo dos pesos cruzadores, pode ter dificuldades em derrubar o rival, conhecido pelo "queixo de ferro".
Beisebol e a fuga de CubaJuan Carlos Gomez faz parte de um numeroso grupo de cubanos que deixou o boxe amador de Cuba para sonhar com as bolsas e títulos do profissionalismo e que hoje conta com nomes como Erislandy Lara, Yurkis Gamboa e Guillermo Rigoundeaux.
Mesmo tendo conquistado muito em sua carreira, o cubano afirma que, se fosse escolher em sua infância e adolescência, não estaria no ringue. "Eu não escolhi o boxe, escolheram por mim em Cuba. Eu queria era ser jogador de beisebol, sempre foi meu sonho. Mas, todos sabem, você não pode ter seus próprios sonhos em Cuba", criticou o ex-campeão dos cruzadores, ao site
Inside Boxing.