O ex-tricampeão mundial de boxe Alexis Arguello foi encontrado morto em sua casa, na Nicarágua, com um tiro no peito. A polícia ainda investiga as circunstâncias da morte do ex-lutador de 57 anos, que ocupava o cargo de prefeito da cidade de Manágua. Uma multidão tentou acompanhar o velório, que teve que ser transferido para o Palácio Nacional da Cultura.
A imprensa da Nicarágua informou que, aparentemente, se trata de suicídio, mas a polícia ainda não confirmou a versão. O corpo de Arguello foi levado ao Instituto Médico Legal para que sejam esclarecidas as circunstâncias em que o tricampeão mundial sofreu o tiro.
A hipótese de assassinato não foi descartada pelas autoridades. Ligado ao governo sandinista, Arguello foi escolhido prefeito de Manágua no dia 9 de novembro de 2008, em eleição contestada pela oposição do país, que alegou que os comícios do ex-boxeador provocaram uma fraude massiva.
Durante sua vida, o ex-pugilista lutou contra as drogas e contra o álcool, além de ter admitido ter pensado em suicídio em algumas ocasiões.
Arguello, conhecido como "The Explosive Thin Man" - algo como O Magrelo Explosivo - se retirou dos ringues em 1995, já aos 42 anos. Deixou um cartel de respeito para trás, com 82 vitórias (65 delas por nocaute) e apenas oito derrotas em sua carreira.
O nicaraguense foi o sexto lutador a ganhar cinturões mundiais em três categorias diferentes de peso, feito que o levou à indicação para o Hall da Fama. Sempre pelo Conselho Mundial de Boxe, ele foi campeão dos penas, superpenas e dos pesos leves.
A AMB (Associação Mundial de Boxe) lamentou a morte do ex-tricampeão. "A trágica notícia da morte do admirado Alexis Arguello deixou em silêncio todos os fãs de boxe no mundo, e a eles nós diretores da AMB nos unimos", afirmou o vice-presidente executivo da entidade, o venezuelano Gilberto Jesús Mendoza.
* Atualizada às 20h12