Vitali Klitschko é um verdadeiro homem do mundo. Nascido no Quirguistão, trocou o ex-país da União Soviética pela Ucrânia, de onde tem nacionalidade. Hoje, no entanto, é estabelecido Alemanha, mas vai lutar em sua "segunda casa", os Estados Unidos. Klitschko, campeão mundial dos pesos pesados, fará neste sábado seu primeiro combate em território norte-americano desde que retornou da aposentadoria.
A luta será contra uma estrela em ascensão - e que pode ter esta subida interrompida. Cris Arreola vem de 27 vitórias, com 24 nocautes, e está invicto aos 28 anos. Também lutará em casa, mas representando outra nacionalidade, já que tem origem mexicana. Se vencer, inclusive, será considerado o primeiro lutador de origem no México a deter um cinturão entre os pesados, neste caso o do Conselho Mundial de Boxe do ucraniano.
Para Vitali (37 vitórias, duas derrotas), Los Angeles é uma segunda casa por ter uma casa na cidade californiana e pelo fato de ter seus três filhos nascidos no local. Além disso, chega à sua terceira luta no Stapless Center - ginásio que recentemente foi usado na homenagem que segui a morte de Michael Jackson.
"Passo muito tempo em Los Angeles, tenho muitos amigos aqui. Para mim o Stapless Center é a melhor arena e estou pronto para subir no ringue", disse o campeão, que é irmão de Wladimir Klitschko, detentor de outros dois dos quatro cinturões mundiais entre os pesados.
| PREPARAÇÃO DOS RIVAIS |
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 Vitali tenta manter seu título pela segunda vez desde que retornou da aposentadoria |
 Cris Arreola, de 28 anos, tenta devolver os EUA ao topo, além de representar o México |
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Até aqui, o ucraniano não teve dificuldades para mostrar seu valor no retorno, mesmo tendo parado de lutar por conta de lesão. Na volta, entrou em luta diretamente por título e nocauteou o nigeriano Samuel Peter. Na primeira defesa, novo nocaute, desta vez contra o cubano Juan Carlos Gomez.
O que ainda lhe falta é a luta contra Nikolay Valuev, russo que detém o título que falta aos Klitschko. "Estou em minha melhor", afirmou ele, que disse ir para o nocaute.
Já Arreola vive a pressão de dar nova vida aos pesados nos Estados Unidos. O país viu os lutadores do Leste Europeu ficarem com todos os cinturões da categoria e não tiveram sucesso em pegar de volta o status de potência no peso mais tradicional do boxe. "Será uma troca de guarda. Simples assim. A Cortina de ferro caiu e agora será minha vez", afirmou Arreola, usando metáforas aos tempos de Guerra Fria.
"Eu vou trazer emoção e determinação para vencer este título. Farei isso pelos mexicanos e pelos latino-americanos, para trazer o título de volta. Este é meu objetivo", completou ele, que além de ter menos experiência, tem a desvantagem da altura, por ser nove centímetros mais baixo que os 2,02 m de Vitali.