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25/09/2009 - 07h00

Klitschko defende título nos EUA pela primeira vez após volta da aposentadoria

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Reuters
Campeão dos pesados pelo CMB, Vitali terá pela frente uma promessa, Cris Arreola (EUA)
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Vitali Klitschko é um verdadeiro homem do mundo. Nascido no Quirguistão, trocou o ex-país da União Soviética pela Ucrânia, de onde tem nacionalidade. Hoje, no entanto, é estabelecido Alemanha, mas vai lutar em sua "segunda casa", os Estados Unidos. Klitschko, campeão mundial dos pesos pesados, fará neste sábado seu primeiro combate em território norte-americano desde que retornou da aposentadoria.

A luta será contra uma estrela em ascensão - e que pode ter esta subida interrompida. Cris Arreola vem de 27 vitórias, com 24 nocautes, e está invicto aos 28 anos. Também lutará em casa, mas representando outra nacionalidade, já que tem origem mexicana. Se vencer, inclusive, será considerado o primeiro lutador de origem no México a deter um cinturão entre os pesados, neste caso o do Conselho Mundial de Boxe do ucraniano.

Para Vitali (37 vitórias, duas derrotas), Los Angeles é uma segunda casa por ter uma casa na cidade californiana e pelo fato de ter seus três filhos nascidos no local. Além disso, chega à sua terceira luta no Stapless Center - ginásio que recentemente foi usado na homenagem que segui a morte de Michael Jackson.

"Passo muito tempo em Los Angeles, tenho muitos amigos aqui. Para mim o Stapless Center é a melhor arena e estou pronto para subir no ringue", disse o campeão, que é irmão de Wladimir Klitschko, detentor de outros dois dos quatro cinturões mundiais entre os pesados.

PREPARAÇÃO DOS RIVAIS
Reuters
Vitali tenta manter seu título pela segunda vez desde que retornou da aposentadoria
Crédito
Cris Arreola, de 28 anos, tenta devolver os EUA ao topo, além de representar o México
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Até aqui, o ucraniano não teve dificuldades para mostrar seu valor no retorno, mesmo tendo parado de lutar por conta de lesão. Na volta, entrou em luta diretamente por título e nocauteou o nigeriano Samuel Peter. Na primeira defesa, novo nocaute, desta vez contra o cubano Juan Carlos Gomez.

O que ainda lhe falta é a luta contra Nikolay Valuev, russo que detém o título que falta aos Klitschko. "Estou em minha melhor", afirmou ele, que disse ir para o nocaute.

Já Arreola vive a pressão de dar nova vida aos pesados nos Estados Unidos. O país viu os lutadores do Leste Europeu ficarem com todos os cinturões da categoria e não tiveram sucesso em pegar de volta o status de potência no peso mais tradicional do boxe. "Será uma troca de guarda. Simples assim. A Cortina de ferro caiu e agora será minha vez", afirmou Arreola, usando metáforas aos tempos de Guerra Fria.

"Eu vou trazer emoção e determinação para vencer este título. Farei isso pelos mexicanos e pelos latino-americanos, para trazer o título de volta. Este é meu objetivo", completou ele, que além de ter menos experiência, tem a desvantagem da altura, por ser nove centímetros mais baixo que os 2,02 m de Vitali.

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