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19/10/2009 - 07h00

Carlinhos Furacão se "muda" para Hollywood para tentar cinturão no boxe

Maurício Dehò
Em São Paulo
O brasileiro Carlos Oliveira, mais conhecido como Carlinhos Furacão, aprontou suas malas e, neste domingo, partiu para Holywood. Não, a intenção não é tentar a carreira de ator, mas o sonho é brilhar na "terra das oportunidades", os Estados Unidos. Ele passará uma temporada na cidade chamada Hollywood, na Flórida, na preparação de sua primeira luta sob o comando de um empresário norte-americano.

PARA SER O QUINTO BRASILEIRO CAMPEÃO

  • Divulgação

    Carlinhos (d) tentará a carreira nos Estados Unidos, para lutar por título mundial dos penas

    Nascimento: 23/09/1977
    Peso: até 57,1 kg (pena)
    Altura: 1,67
    Lutas: 26
    Vitórias: 25
    Nocautes: 19
    Derrotas: 1
    Títulos: Brasileiro, sul-americano, latino OMB (categoria supergalo) e Fedebol AMB (categoria pena)

Carlinhos tem uma carreira consistente, com um cartel muito positivo e o título Fedebol dos penas, pela Associação Mundial de Boxe. Desde 2003, soma 26 lutas, com apenas uma derrota como profissional. Tem 19 nocautes, mas nunca lutou fora do Brasil, o que deve aumentar sua experiência com o novo rumo tomado.

Agora, ele aposta no acordo com Rafael De León, empresário que tem entre seus lutadores nomes como o peso pesado Carl Davis Drummond (26 vitórias e duas derrotas), que lutou por título mundial mas perdeu para Nikolay Valuev, e o cubano Elieser Castillo.

O contrato entre ambos é de quatro anos e a primeira luta deve ser na primeira quinzena de dezembro. Será a estreia de Carlinhos no exterior como profissional, já que ele só lutou fora do Brasil como amador, chegando a conquistar um bronze no Pan-Americano de boxe com a seleção.

"Um lutador no Brasil tem de procurar empresários de fora. Se não, só luta por aqui", lamenta ele, que não ficará morando em Hollywood. O lutador continuará em São Vicente, mas viajará para se preparar nos Estados Unidos. "Vou ganhar lá, mas gastar aqui", brincou.

Carlinhos já teve Servílio de Oliveira e Acelino Freitas, o Popó, como empresários, mas não se entendeu bem com nenhum deles.

"É a maior oportunidade de minha vida e não vou desperdiçá-la. Eu cheguei em um patamar em que fui obrigado a seguir este caminho, infelizmente. Mas hoje, com 33 anos, me considero um pugilista que posso lutar de igual para igual com qualquer um da minha categoria, então fico feliz de entrar neste mercado", explicou Furacão, sobre a maior "casa" do boxe.

Os últimos títulos brasileiros sempre tiveram intermédios de empresários do exterior. Tanto Popó quanto Valdemir Pereira, o Sertão, trabalharam com o empresário Arthur Pellullo nos Estados Unidos - no caso de Sertão, Servílio era o empresário no Brasil.

Furacão teve sua única derrota na carreira em outubro de 2007. Em Macapá, no Amapá, ele enfrentou Alex Oliveira, uma das grandes revelações do Brasil nos últimos anos, e perdeu por nocaute, após 12 rounds. Desde então, no entanto, venceu quatro combates e conquistou o título latino da AMB.

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