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03/11/2009 - 09h50

Viúva de Gatti briga na justiça por US$ 6 mi e o cachorro do casal

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Nem o cachorro ficou fora da disputa entre a família do ex-pugilista Arturo Gatti e a brasileira Amanda Rodrigues, que foi sua mulher. O ex-campeão mundial, do Canadá, foi encontrado morto em um hotel em Porto de Galinhas, em julho, e sua ex-mulher chegou a ser presa acusada de assassinato, antes de ser liberada.

  • Reuters e AP

    Ex-campeão, Gatti foi achado morto em Porto de Galinhas; após suspeita de assassinato, a viúva foi liberada, na conclusão de que ele se suicidara

Agora, a disputa foi parar nos tribunais canadenses. A cidade de Quebec recebeu as duas partes na segunda-feira, em um processo que ainda está só no começo e que deverá tomar tempo a ser resolvido. Segundo o jornal Montreal Gazette, Amanda quer receber uma herança de US$ 6 milhões (mais de R$ 10 milhões) e, entre outras exigências, pretende ficar com o cachorro do casal.

Gatti foi campeão mundial de boxe, chegando a deter o cinturão dos meio-médios ligeiros e superpenas. Ele foi encontrado morto no dia 11 de julho. Em seguida, a polícia pernambucana prendeu Amanda Rodrigues, mas as investigações acabaram apontando suicídio do ex-pugilista.

A brasileira de 23 anos voou para o Canadá na segunda-feira de manhã, viajando para o país pela primeira vez após o incidente. Ela foi acompanhada por três advogados. O primeiro pedido foi um pagamento assistencial a ela de US$ 150 mil, além de ficar com o cachorro.

Os familiares de Gatti afirmam haver um testamento de 2007, em favor de seus parentes de sangue. Já a viúva alega que existe um documento feito três semanas antes da morte do ex-pugilista, que lhe daria o controle de tudo - incluindo dinheiro, carros, duas mansões, sociedade em uma empresa e um terreno.

A família contra-ataca dizendo que o testamento foi conseguido sob pressão pela brasileira. Eles alegam que ela ameaçou deixar Gatti e ficar com o filho no Brasil se não estivesse entre os beneficiários do documento.

Arturo Gatti, que tinha 37 anos, nasceu na Itália, mas foi criado em Montréal. No boxe, tornou-se profissional em 1991 e totalizou 40 vitórias e nove derrotas na carreira. Ele deixou os ringues em 2007.

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