Apesar de estar mais do que acostumada com o marido nos ringues, a esposa do campeão mundial dos pesos pesados Vitali Klitschko, Natalia, passou a temer pela vida do ucraniano. Não pelos golpes trocados, mas por sua entrada no mundo da política.
Klitschko faz parte de um grupo de oposição na cidade de Kiev, capital da Ucrânia, e chegou a entrar em um conflito intenso em um plenário - ele não precisou partir para a agressão, por sorte dos novos colegas de profissão.
O grupo de Klitschko atua com a alegação de que tenta limpar a política no país.
"A política é mais perigosa do que o boxe. No esporte, as regras são claras e há milhões de espectadores. Na política, tudo acontece atrás de portas fechadas - e sem regras", alertou Natalia, segundo o site
Boxing Scene.
"Minha mulher diz que é perigoso. Por aqui, se você tem dinheiro, é o rei do mundo. Quase tudo está à venda: juízes, políticos, jornalistas... É uma luta perigosa. Mas, como homem não posso ter medo. Não posso assistir a isso acontecer com o meu país e não ficarei apenas em Hamburgo e Los Angeles, onde a vida é tranquila", disse o lutador.
Vitali (38 vitórias e duas derrotas) já está de luta marcada. Ele venceu Chris Arreola em setembro e, apenas três meses depois voltará ao ringue, colocando em disputa o cinturão do Conselho Mundial de Boxe. Ele enfrentará outro norte-americano, Kevin Johnson (22 vitórias, um empate). O combate será em Berne, na Suíça, em 12 de dezembro.