O campeão olímpico Tyler Hamilton, que teve seu ouro nos Jogos de Atenas, em 2004, abalado por escândalo de doping, anunciou nesta sexta-feira a sua aposentadoria, após ser flagrado mais uma vez utilizando substâncias ilícitas pelo regulamento da modalidade.
O norte-americano, que foi o melhor colocado na prova de contra-relógio na Grécia, teve sua medalha colocada em dúvida na ocasião, por um teste positivo. No entanto, a reavaliação de seu exame de sangue, com a amostra "B", não comprovou o uso e o resultado foi mantido.
Desta vez, um teste acusou uso de um medicamento antidepressivo em níveis acima dos permitidos. O ciclista admitiu a culpa. "Não há nada contra o que lutar. Eu tomei uma substância banida. Aceito as conseqüências. Todos têm erros e eu aceito a pena que for tomar como um homem", afirmou o norte-americano, à agência de notícias AP.
Hamilton já cumpriu dois anos de suspensão por doping, até 2007. Neste novo exame positivo, o banimento pode chegar a oito anos ou o ciclista pode ser suspenso permanentemente das competições, encerrando sua carreira, já que o norte-americano é veterano, aos 38 anos.
"Eu tive uma decisão ruim", admitiu o ciclista, sobre o doping. Hamilton afirmou que lutou por um longo tempo contra a depressão, principalmente após um divórcio e à luta de sua mãe contra o câncer de mama.
Apesar de ele sempre ter negado suas acusações anteriores, que teriam envolvido transfusões de sangue, desta vez o atleta não negou a culpa, mas afirmou que não usou como forma de melhorar sua performance. Ele disse saber do risco, mas resolveu tomar os medicamentos, alegando se tratar de uma "doença".