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Conquista em 2002 põe o país à frente dos rivais com folga jamais vista na história do futebol mundial |

por Daniel Tozzi |
Nunca, na história do futebol, uma seleção reinou tão absoluta. Pode parecer estranho, dado os vexames tupiniquins nos últimos anos. Mas o fato é que o pentacampeonato mundial dá ao Brasil uma vantagem inédita sobre seus adversários.
Pela primeira vez uma seleção abre dois títulos de vantagem sobre seus concorrentes mais próximos - no caso, as tricampeãs Alemanha e Itália.
Até a Copa de 2010, o Brasil tem garantido o melhor retrospecto. Só então seus cinco títulos - isso se não vencer em 2006 - poderão ser igualados pelos rivais, caso um destes consiga o bicampeonato.
E, se ficou atrás da Alemanha no início da década passada em número de jogos disputados em Copas - quando o "top" ainda era ser tri -, o Brasil agora é soberano em todos os quesitos.
A supremacia entre os rivais sul-americanos é flagrante. Somadas as conquistas de Argentina e Uruguai (ambos são bicampeões) o Brasil ainda tem um triunfo a mais, que coloca a região à frente da Europa em títulos mundiais (nove contra oito).
E o fato do penta ter vindo numa partida e final inédita contra a Alemanha apenas ratifica os brasileiros como os melhores de todos os tempos.
Na Ásia, o Brasil igualou o recorde germânico de finais consecutivas (a Alemanha o fez em 82, 86 e 90), mas com um aproveitamento melhor que os rivais – venceu duas vezes, contra uma dos alemães.
E as duas participações a menos do país europeu em Copas (15 contra 17 do Brasil) permitem aos pentacampeões a vantagem no número de jogos (87 a 85), de vitórias (61 a 50) e de gols marcados (189 a 176).
Para completar a supremacia histórica, a "quina" brasileira foi fechada com a melhor campanha de um campeão nos 72 anos de disputa do Mundial.
Em 1970, Pelé & Cia. tiveram 100% de aproveitamento, mas o título era disputado em seis jogos. A "família Scolari" fez o mesmo, mas em sete jogos, algo inédito dentro do atual modelo de disputa.
O ataque de 1958 fez 16 gols em seis partidas, média de 2,6. A marca é idêntica aos seis primeiros jogos brasileiros neste Mundial. Considerada a final, a média cai um pouco: 2,58.
E se algum dia o futebol brasileiro - dentro de campo, leia-se bem - esteve decadente, como frisou o meia francês Patrick Vieira antes da Copa, até 2010 ele estará mais por cima do que nunca.
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