Rivaldo e Ronaldo brilharam em campo

Apenas uma dúvida paira sobre essa dupla: qual deles merece mais aplausos. Afinal, a contribuição de Ronaldo e Rivaldo foi além dos gols marcados. Com passes precisos, aplicação tática e capacidade de decidir jogos em dia, os "erres" superaram as desconfianças sobre suas condições físicas e, com a conquista do penta, viraram imortais da "Academia Brasileira de Craques".


 
Luiz Felipe Scolari foi coerente até o fim

Quando a torcida pediu Romário, o treinador disse "não". Quando os "especialistas" pediram Romário, o treinador disse "não". Quando o presidente da República pediu Romário, o treinador disse "não". Já na Copa, mostrou coerência nas substituições, não deixou nenhum jogador insatisfeito e contribuiu para que a união do grupo permanecesse até o final. Mostrou-se um "paizão" e teve inteligência para dar confiança às principais estrelas, controlar os egos e mostrar aos jogadores o que fazer em campo para anular os pontos fortes dos rivais a cada jogo.


 
A seleção teve um grupo fácil na primeira fase

Pode ser que o Grupo C não fosse realmente tão fraco, já que a Turquia também chegou às semifinais do Mundial. Mas enfrentar três adversários de pouca ou quase nenhuma tradição na primeira fase ajudou, e muito, o Brasil a ganhar confiança. Após a complicada estréia contra os turcos, nada como pegar os fraquíssimos chineses e a solícita defesa costarriquenha para o ataque ganhar confiança e fazer as jogadas brilhantes que resultaram nas vitórias posteriores. Foi o tempo necessário para o time se entrosar e embalar na Copa do Mundo de 2002.


 
A arbitragem deu uma mãozinha em alguns lances vitais

Jogadores e técnico não admitem, mas o Brasil teve uma ajudinha da arbitragem. De cara, uma falta sobre Luizão a dois metros da área virou pênalti. Com aquele gol aos 42min do segundo tempo, o Brasil bateu a Turquia e ganhou seu jogo de estréia. A segunda "mãozinha" veio nas oitavas. O jogo contra a Bélgica, o mais difícil, poderia ter se transformado em tragédia se o gol de Wilmots, ainda no primeiro tempo, não tivesse sido anulado. Na final, o italiano Pierluigi Collina poderia ter marcado falta de Ronaldo sobre Haman no lance do primeiro gol. Não marcou.


 
A defesa, quem diria, segurou as pontas e não entregou

Na primeira fase, a defesa da seleção, que já não tinha muito a simpatia da torcida, deixou muitas dúvidas. Falhou seguidamente e tomou três gols em três jogos contra seleções fracas, fora os que não saíram por incompetência dos adversários. A recuperação começou com a entrada de Kléberson no time, o que fez o meio-de-campo ficar mais "pegador". A partir daí, a defesa mostrou que, sem estar tão sobrecarregada, poderia dar conta do recado. E deu. Lúcio, Edmílson e Roque Júnior cresceram durante a Copa e foram, sim, essenciais na conquista do penta.