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Djalma Santos, Pelé e Garrincha se abraçam na comemoração do título
Brasil levanta a
taça de campeão

Bellini recebe a taça Jules Rimet do rei Gustavo e a ergue no ar, sob aplausos do público sueco. O gesto imortalizado na história só foi possível devido a uma combinação de organização dos dirigentes com uma das maiores gerações de craques que o país conseguiu reunir.

Depois do fiasco de 1954 os dirigentes da CBD decidiram não repetir os mesmos erros. O chefe da delegação foi Paulo Machado de Carvalho, que colocou um profissionalismo até então nunca visto na seleção brasileira.

O cuidado de Carvalho, hoje nome dado ao estádio do Pacaembu, em São Paulo, para que os jogadores não se desconcentrassem foi tão grande que ele chegou a pedir aos proprietários do hotel em que o Brasil estava hospedado desse férias a uma atendente que despertou o interesse dos jogadores.

Dentro de campo, a seleção brasileira era composta por um verdadeiro esquadrão. No gol, a segurança de Gilmar dos Santos Neves. A defesa tinha os craques Djalma Santos e Nilton Santos. No meio-campo, a categoria ficava com Didi. E o ataque tinha os dois maiores jogadores brasileiros da história: Pelé e Garrincha.

Um time assim estava pronto para arrasar qualquer adversário. Mas o Brasil teve dificuldades para chegar até a final. Além do empate com a Inglaterra, a seleção teve outros dois compromissos difíceis na primeira fase contra a Áustria e a União Soviética.

O adversário mais difícil do Brasil na Copa foi o País de Gales, nas quartas-de-final. Mas, com um golaço de Pelé após dar um chapéu num zagueiro dentro da área, a seleção brasileira conseguiu a vaga para a próxima fase.

França e Suécia, rivais brasileiros na semifinal e final, respectivamente, não conseguiram segurar o ímpeto ofensivo do Brasil e saíram de campo derrotados por 5 a 2. Foi o encerramento perfeito para a campanha de um verdadeiro campeão do mundo.






Brasil (5)
Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando, Nilton Santos, Zito, Didi, Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo
Técnico: Vicente Feola

Suécia (2)
Svensson, Bergmark, Axbom, Börjesson, Gustavsson, Parling, Hamrim, Gren, Simonsson, Liedholm e Skoglund
Técnico: Georges Raynor

Data: 29/6/58
Local: estádio Rasunda, em Estocolmo
Árbitro: Maurice Guigue (FRA)
Auxiliares: Albert Dusch (ALE) e Juan Gardeazabal (ESP)
Público: 49.737 pessoas
Gols: Liedholm, aos 3min, e Vavá, aos 9min e aos 32min do primeiro tempo; Pelé, aos 10min e aos 45min, Zagallo, aos 23min, e Simonsson, aos 35min do segundo



Goleiros
1 - Castilho
3 - Gilmar

Defensores
2 - Bellini
4 - Djalma Santos
8 - Oreco
9 - Zózimo
12 - Nilton Santos
14 - De Sordi
15 - Orlando
16 - Mauro

Meio-campistas
5 - Dino Sani
6 - Didi
13 - Moacir
19 - Zito

Atacantes
7 - Zagallo
10 - Pelé
11 - Garrincha
17 - Joel
18 - Mazzola
20 - Vavá
21 - Dida
22 - Pepe

Técnico
Vicente Feola