Brasil ganha o tetra nos EUA
Em 1970, o Brasil disputou final da Copa contra a Itália. Mais do que o título, o duelo de bicampeões valia a hegemonia do futebol mundial, já que o vencedor seria o primeiro tricampeão da história. Comandados por Pelé, os brasileiros venceram por 4 a 1.
| Arquivo Folha Imagem |
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Jogadores da seleção brasileira posam para foto após a vitória nos pênaltis na decisão |
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Vinte e quatro anos depois, a cena se repetiu. Brasil e Itália voltaram a se enfrentar em uma final de Copa. Novamente, a partida valia o título de maior vencedor da história das Copas. Outra vez deu Brasil, agora numa suada decisão por pênaltis que garantiu o tetra.
Mesmo sem o brilho da seleção do tri, a equipe brasileira soube impor seu jogo e superar as adversidades. Com um esquema tático preparado para proteger a defesa, o Brasil foi o time que menos gols sofreu durante a Copa.
Mérito do treinador Carlos Alberto Parreira, que não sucumbiu às críticas e manteve a sua filosofia de jogo. Muito bem orientados e adaptados ao esquema, o meia defensivo Mauro Silva e o zagueiro Márcio Santos se destacaram na competição.
Outro meia defensivo, Dunga, o capitão, calou os críticos, liderou o time dentro do campo e, como recompensa, ergueu a taça. De jogador símbolo de um futebol feio e perdedor, passou a capitão do tetra, figura incontestável no meio-campo brasileiro.
No ataque, a pouca criatividade do meio-campo foi compensada pela genialidade de Romário. Ele personificou a força ofensiva do futebol brasileiro. Fez cinco gols, brilhou.
Quando não marcou, contou com a ajuda do parceiro Bebeto, que apareceu em momentos decisivos, como na difícil vitória sobre os Estados Unidos, nas oitavas-de-final.
Pouco exigido durante todo o Mundial, o goleiro Taffarel mostrou competência e sorte de campeão quando o Brasil precisou dele. Defendeu a cobrança de Massaro e viu Baresi e Baggio chutarem por cima na decisão por pênaltis.
Combinando organização e talento, mesclando disciplina tática à arte de Romário, a seleção brasileira acabou com a agonia da torcida, que já durava 24 anos. Conquistou seu primeiro título mundial sem Pelé e recuperou o prestígio da camisa amarela.
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Brasil (0)
Taffarel, Jorginho (Cafu), Aldair, Márcio Santos e Branco, Mauro Silva, Dunga, Mazinho e Zinho (Viola), Romário e Bebeto
Técnico: Carlos Alberto Parreira
Itália (0)
Pagliuca, Benarrivo, Maldini, Baresi e Mussi (Apolloni); Dino Baggio (Evani), Berti, Donadoni e Albertini; Roberto Baggio e Massaro
Técnico: Arrigo Sacchi
Data: 17/7/94
Local: The Rose Bowl, em Pasadena
Público: 94.800 pessoas
Árbitro: Sandor Puhl (HUN)
Auxiliares: Venancio Zarate Vazquez (PAR) e Mohammed Fanaei (IRA)
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Goleiros
1 - Taffarel
12 - Gilmar
22 - Zetti
Zagueiros
3 - Ricardo Rocha
4 - Ronaldão
13 - Aldair
15 - Márcio Santos
Laterais
2 - Jorginho
6 - Branco
14 - Cafu
16 - Leonardo
Meias
5 - Mauro Silva
8 - Dunga
9 - Zinho
10 - Raí
17 - Mazinho
18 - Paulo Sérgio
Atacantes
7 - Bebeto
11 - Romário
19 - Muller
20 - Ronaldinho
21 - Viola
Técnico
Carlos Alberto Parreira
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