1.500 gols
O atacante argentino Claudio Caniggia anotou o gol de número 1.500 na história das Copas no jogo contra a Nigéria, ainda pela primeira fase. Os nigerianos venciam por 1 a 0, quando Caniggia empatou. Os argentinos acabaram vencendo por 2 a 1.

Multidão
Apesar de ter sido disputada nos Estados Unidos, onde o futebol não é muito popular, a Copa de 1994 teve a maior média de público da história: 68.991 espectadores por partida. No total, foram vendidos mais de 3,5 milhões de ingressos.

O segundo
Na disputa do terceiro lugar, o búlgaro Mihailov foi substituído por Nikolov no intervalo, quando sua equipe perdia por 4 a 0. Foi apenas a segunda vez na história das Copas que um goleiro foi substituído sem estar machucado. Antes, apenas Muampa Kazadi, do Zaire, havia ido mais cedo para o chuveiro. Ele saiu aos 22min do jogo contra a Iugoslávia, em 1974, quando o placar apontava 3 a 0 para os rivais. No final, a Iugoslávia venceu por 9 a 0.

Indoor
No dia 18 de junho de 1994, EUA e Suíça fizeram o primeiro jogo em estádio coberto da história das Copas. O jogo foi realizado no Pontiac Silverdome, em Detroit, e terminou empatado em 1 a 1. O Brasil também atuou neste estádio, na terceira rodada, e empatou em 1 a 1 com a Suécia.

46º C
Foi a temperatura máxima da Copa, registrada no jogo entre a Alemanha e a Coréia do Sul, em Dallas, no dia 27 de junho.

Superando limites
No jogo entre Rússia e Camarões, na primeira fase, o atacante camaronês Roger Milla, então com 42 anos, tornou-se o jogador mais velho a participar de uma Copa e também o mais velho a marcar um gol na história da competição.

Gol contra
Em um lance infeliz, o zagueiro Escobar marcou um gol contra na partida da Colômbia diante dos EUA. Mais do que a derrota por 2 a 1, o gol custou ao colombiano a sua vida. De volta a seu país, Escobar foi assassinado por supostos torcedores, irritados com a má campanha na Copa.

15 minutos de fama
O atacante russo Oleg Salenko tornou-se o recordista de gols em um único jogo de Copa. Na vitória da Rússia sobre Camarões por 6 a 1, marcou cinco gols. Depois disso, desapareceu do cenário internacional e encerrou sua carreira por problemas de saúde.

Estranho no ninho
O Brasil foi a única seleção de toda a América a alcançar as quartas-de-final do torneio. Entre os oito times finalistas, sete eram europeus.

Vôo da alegria
O avião em que a delegação brasileira voltou dos EUA trouxe muito mais do que a taça de campeão. Jogadores, comissão técnica e "convidados" desembarcaram cerca de 17 toneladas de bagagem, grande parte formada por compras. Na chegada, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira (que também tinha feito "comprinhas" para seu bar no Rio de Janeiro), ameaçou cancelar o desfile da seleção caso a carga fosse retirada para vistoria da Receita Federal.

Quatro vezes Zagallo
Com a conquista de 94, o brasileiro Mario Jorge Lobo Zagalo tornou-se o único homem a vencer o Mundial em quatro oportunidades. Em 58 e 62, ganhou como jogador. Em 70, foi o técnico campeão. Em 94, triunfou como coordenador técnico.





"Romário está em boa forma e, pelo que vi, será o jogador mais interessante da Copa."
Giuseppe Signori, jogador da Itália, antes da Copa

"Andaram falando que paguei US$ 1.000 para sair com mulheres aqui. Sou pão-duro. Dou US$ 10 para minha mãe e ela faz uma puta feira."
Viola, rebatendo boatos de que teria pagado por favores sexuais nos EUA

"Se soubéssemos que o gol contra provocaria isso, preferiríamos ter perdido aquele jogo."
Dooley, meia dos EUA, sobre o assassinato do colombiano Escobar, autor de um gol contra no jogo contra os EUA

"Cometi um erro e sou agora um ex-jogador."
Maradona, sobre a suspensão por ter sido pego no antidoping

"Assim não vai dar para ganhar nada."
Muller, para o técnico Carlos Alberto Parreira após o jogo com os EUA

"Tá bom. Não tá certo. Mas eu sei o que estou fazendo."
Parreira, para Muller
após jogo com os EUA

"Quando pensamos que está morta, aparece um e salva do fracasso."
Cruyff, então técnico do Barcelona, sobre o desempenho da Itália

"Na hora da decisão, minha experiência de duas Copas vai pesar."
Branco, antes do jogo contra a Holanda

"Nós só não fizemos gol porque não fizemos."
Pelé, sobre o 0 a 0 no intervalo da semifinal entre Brasil e Suécia

"Deus estava do nosso lado, mas o árbitro
era francês."

Stoichkov, da Bulgária, culpando o juiz pela derrota para a Itália

"Não errei a cobrança por causa da contusão. Fiz o que sempre faço."
Baggio, sobre o pênalti perdido na decisão

"Senna, aceleramos juntos. O tetra é nosso."
Faixa exibida pelos atletas brasileiros ao final da Copa do Mundo

"Sou grande, sou tetra. O resto que se dane."
Romário, eleito o craque da Copa pela Fifa

"Agora é fácil ser meu amigo. Queria ver isso é dez anos atrás."
Romário, sobre o assédio após a Copa dos EUA