
Melhor que a encomenda
Organizando uma Copa do Mundo pela primeira vez, a Coréia do Sul se preparou durante anos para fazer um bom papel no torneio. Contratou o experiente técnico holandês Guus Hiddink e apostou no trabalho duro para não dar vexame em casa.
No início, o objetivo era vencer pela primeira vez em um Mundial. Logo na estréia contra a Polônia, a seleção sul-coreana mostrou a que veio. Venceu por 2 a 0 e levou os seus fanáticos torcedores à loucura.
Além disso, a Coréia do Sul mostrou um futebol de muita marcação e velocidade, surpreendendo a todos com atacantes de muita técnica e habilidade.
Com a primeira missão cumprida, os comandados de Hiddink voltaram sua atenção para o próximo passo. Queriam manter o tabu mais antigo da história das Copas: todas as seleções que jogaram em casa passaram pela primeira fase.
Os planos sul-coreanos quase foram por água abaixo quando o norte-americano Mathis abriu o placar no segundo jogo. Até o momento, os donos da casa dominavam a partida, mas não conseguiam furar o bloqueio defensivo rival.
Para piorar, Lee Eul-Yong desperdiçou a chance do empate ao perder um pênalti defendido por Friedel. O nervosismo tomou conta do time sul-coreano, que só se salvou da derrota no segundo tempo. Ahn, de cabeça, empatou o jogo e manteve a equipe com boas chances de classificação.
A decisão da vaga foi contra os desesperados portugueses, que precisavam da vitória. Tanto nervosismo traiu os europeus, que tiveram dois jogadores expulsos. No final, Park marcou um golaço e assegurou um lugar nas oitavas-de-final.
Contra a tradicional seleção italiana, a Coréia do Sul teve outra ajuda além da força vinda das arquibancadas. O árbitro equatoriano Byron Moreno facilitou as coisas para os donos da casa, marcando impedimento em um lance de gol de Tommasi e expulsando o meia Totti.
Se não repetiu as boas atuações da primeira fase, o time sul-coreano mostrou enorme um espírito de luta. Não se entregou em nenhum momento e foi recompensado. Seol empatou aos 43min do segundo tempo e levou o jogo para a prorrogação.
No tempo extra, logo após um milagre do goleiro Lee Woon-Jae em chute de Gattuso, Ahn fez de cabeça o gol de ouro que colocou a Coréia do Sul nas quartas-de-final.
Assim como havia ocorrido contra a Itália, a equipe de Guus Hiddink não jogou bem diante da Espanha. Foi dominada durante a maior parte do tempo e só não perdeu no tempo normal porque novamente foi favorecida pelos erros da arbitragem.
O egípcio Gamal Ghandour anulou erradamente um gol de Baraja no segundo tempo. Já na prorrogação, marcou saída de bola inexistente em lance que Morientes completou para as redes. Nos pênaltis, no entanto, os sul-coreanos foram melhores e ficaram com a vitória.
Sem a ajuda da arbitragem, os sul-coreanos sucumbiram nos dois jogos seguintes. Primeiro, não suportaram a pressão da Alemanha. Ballack foi autor do gol que acabou com a chance de disputarem a final da Copa.
Na decisão do terceiro lugar, sentiram o gosto amargo dos erros da arbitragem. Tiveram um gol legítimo anulado e acabaram derrotados por 3 a 2. Apesar disso, ganharam festa e tratamento de heróis, pois foram mais longe do que ousaram imaginar.
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| Hwang festeja segundo gol na vitória sobre a Polônia |
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| Jogadores correm após gol de empate contra os EUA |
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| Park chuta para fazer o gol da vitória sobre Portugal |
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| Hiddink abraça jogadores após jogo contra a Itália |
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| Ahn vence Casillas na decisão por pênaltis |
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| Ballack marca o gol que pôs a Alemanha na grande final |
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| Turcos consolam coreanos após a decisão do 3º lugar |
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