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O culto à cerveja na Alemanha nem se compara ao brasileiro. O número de alemães adultos que consomem a bebida regularmente já foi estimado em 79% (com 91% dos homens bebendo pelo menos uma vez por mês).
Dessa forma, o título de "país da cerveja" deve mesmo ficar com eles.
Com 1.200 fabricantes, a Alemanha possui uma cultura especialmente voltada para a produção e o consumo festivo.
Pensando em manter o padrão de qualidade, em 1516, o duque Guilherme 4º, da Baviera, decretou o preceito de pureza (Reinheitsgebot) nas cervejas locais.
Com o acordo, apenas quatro elementos são permitidos na fabricação da bebida: malte, água, lúpulo e fermento.
Devido ao decreto, que foi lei até 1988, as cervejas germânicas são bem conceituadas em todo o mundo. Além da qualidade, os alemães também têm quantidade: mais de 5.000 tipos diferentes.
O mercado de cerveja é classificado por cor, sabor, aroma, teor alcóolico e tempo de fermentação.
Dependendo do processo de fabricação, a bebida adquire características especiais e pode até se tornar menos calórica, como as cervejas light (Leichtbier).
No caso da Diätpils (pilsen dietética), por exemplo, os hidratos de carbono (açúcares) são transformados em álcool. Com isso, a porcentagem alcoólica é multiplicada e, posteriormente, reduzida ao normal.
Os adeptos da cerveja sem álcool também se satisfazem. Para ser classificado como tal, o produto deve ser totalmente livre ou conter um baixo teor alcoólico, que não pode passar de 0,5%.
As mais pedidas
Antigamente, a cerveja preta (Schwarzbier) era a mais popular da Alemanha. Hoje, no entanto, as claras são as mais pedidas.
A Pils, conhecida como pilsen no Brasil, é a mais consumida na Alemanha. É servida em copos em forma de tulipa e famosa por sua coroa cremosa de espuma.
Na região da Baviera, a mais popular é a Weissbier. De trigo e com aroma floral, a bebida é servida em copos grandes de meio litro.
Entre as cervejas mais turvas, a Lager é popular. Seu sabor é um tanto forte e adocicado, com leve aroma de malte.
A Bock, que contém em média 7% a 7,5% de álcool, também é bastante consumida, mas não é fácil de ser encontrada por ser uma especialidade de temporada, geralmente vendida na época de Natal (inverno na Europa).
Em Düsseldorf, a Alt, mais escura e mais amarga, é muito pedida no verão.
Em Berlim, a Berliner Weisse é a preferida. Com sabor um tanto ácido, tem cor um pouco turva e é servida em taças. Muitos alemães a preferem adoçada com glucose de frutas silvestres, como a framboesa e a aspérula.
Em Colônia, a especialidade é a Kölsch, servida em um copo estreito de 200 ml. Recusá-la é uma ofensa aos garçons típicos da região.
Na região de Bamberg, o malte é defumado, o que dá um sabor especial à cerveja local.
Na cidade de Schorschbräu, a Donnerbock se diferencia por ser a mais forte de todas, com 13% de álcool.
Outros tipos de cerveja que se destacam entre as centenas existentes: Dortmunder, Münchener, Helle e as cervejas avermelhadas produzidas especialmente para festividades como a Oktoberfest de Munique.
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