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O ARTILHEIRO

Guillermo Stábile

País: Argentina
Gols: 8

Jogos: 4
Idade: 24 anos

"El Infiltrador", como era conhecido, ficou no banco de reservas no primeiro jogo da Copa - vitória, por 1 a 0 sobre a França. Na segunda partida, contra o México, entrou no lugar de Roberto Cherro e fez três gols na vitória por 6 a 3, tornando-se o primeiro a anotar o chamado "hat-trick" na história. Stábile balançou as redes em todas as outras partidas da competição: Chile (1), EUA (2) e Uruguai (1). Foi o artilheiro máximo, mas não conseguiu o título.
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A MÁQUINA

Argentina

Colocação: Vice
Jogos: 5

Vitórias: 4
Gols pró: 18

Considerada a melhor seleção das Américas na época, a Argentina tinha craques como Guillermo Stabile e Luis Monti. Os argentinos haviam enfrentado os uruguaios, segunda força do continente, 94 vezes até 1930. E o retrospecto era positivo: 38 vitórias, 26 empates e 30 derrotas. A derrota para o Uruguai na decisão, portanto, não estava nos planos. Mesmo assim, a Argentina terminou a competição com o melhor ataque (18 gols) e o artilheiro (Stábile).
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O CRAQUE

Hector Scarone (URU)

Scarone, o mais velho do grupo com 32 anos, tinha ficado no banco de reservas na estréia e entrou no time no segundo jogo. Com ele em campo, os uruguaios encontraram o equilíbrio e golearam por 4 a 0 (um gol de Scarone). O atleta do Nacional não saiu mais do time e conquistou o justíssimo apelido de "El Mago". Scarone é um dos dois únicos campeões mundiais nascidos no século 19 (26.11.1898).

A MURALHA: Thepot (FRA)

O goleiro francês ficou conhecido por uma seqüência de defesas espetaculares diante da Argentina, que venceu por 1 a 0, com gol de pênalti. Mesmo assim, o francês foi carregado pelos torcedores uruguaios ao final do jogo. Os policiais precisaram intervir para libertá-lo da multidão.

O MICO: Seleção "carioca"

Uma briga envolvendo a CBD e a Apea impediu o Brasil de enviar sua força máxima ao Mundial. Alguns dos melhores do país não viajaram - casos de Feitiço (Santos) e Friedenreich (Paulistano). Juntos, eles haviam sido artilheiros do Campeonato Paulista em 14 oportunidades até 1930.

A ZEBRA: CHI 1 x 0 FRA

Os europeus eram os favoritos, mas o Chile não se intimidou, mesmo após desperdiçar um pênalti. Na segunda etapa, aos 19min, Guillermo Subiabre fez o único gol do jogo e decretou a maior zebra do torneio.

A SURPRESA

Estados Unidos

A seleção norte-americana era uma incógnita, com um grupo formado basicamente por imigrantes europeus. A equipe do técnico Bob Miller venceu os dois jogos da primeira fase (3 a 0 sobre Bélgica e Paraguai). Os ianques pararam apenas na semifinal, diante do forte time argentino. A goleada por 6 a 1, porém, não diminuiu o brilho da campanha dos EUA, que obtiveram sua melhor colocação em Copas até hoje: terceiro lugar.

A GARFADA

URU 6 x 1 IUG

Apesar da goleada, os iugoslavos sairam de campo chiando barbaridades contra o juiz brasileiro Gilberto de Almeida Rêgo. Os europeus abriram o placar aos 4min de jogo e poderiam ter ampliado 5min depois, mas Rego anulou o segundo gol. Dois gols uruguaios também foram motivo de contestação. No terceiro, Pelegrin estaria em posição de impedimento; e, no quarto gol, a bola teria ultrapassado a linha de fundo antes do cruzamento que resultou no gol marcado por Iriarte.


SELEÇÕES

Goleiro:

1. Thepot (FRA)

Defesa:

3. Jurkovic (IUG)

4. Nasazzi (URU)

Meio-campo:

2. Fausto (BRA)

5. Andrade (URU)

7. Monti (ARG)

Ataque:

6. Castro (URU)

8. Ferreira (ARG)

9. Stábile (ARG)

10. Cea (URU)

11. Scarone (URU)