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"Sua Excelência considera que o assunto não é de interesse do governo"

Octavio Mangabeira, ministro das Relações Exteriores, comunicando a decisão do presidente Washington Luiz em não dar apoio financeiro à delegação que viajaria para disputar a Copa de 1930

"Não posso deixar minha família sofrendo os martírios da fome"

Paschoal, ponta-direita do Vasco, explicando
ao jornal "A Crítica" o motivo de seu pedido de dispensa da Copa

"Peço a atenção de Vossa Excelência para o fato de ainda não ter sido escalado nenhum dos membros da Apea para fazer parte da comissão encarregada de formar o selecionado nacional"

Elpídio de Paiva Azevedo, presidente da Associação Paulista de Esportes Atléticos, em ofício enviado ao presidente da CBD, Renato Pacheco, no qual reivindicava a convocação dos jogadores de São Paulo

"Fiquem certos: voltaremos campeões do mundo!"

Hermógenes, jogador carioca, na véspera da estréia contra a Iugoslávia

"Essa possibilidade (de organizar o primeiro Mundial) é remotíssima. Os investimentos são muito superiores às nossas forças e estamos tão distantes da Copa quanto do Pólo Sul"

Do jornal uruguaio "El País", em 20/02/1929

"O único adversário que encontramos em Montevidéu, não foi o 11 yugo-slavo: foi o frio, um frio atroz e ininterrupto."

Theóphilo, ao jornal "A Crítica"

"Vitória ou morte"

Grito dos argentinos que chegavam a Montevidéu para acompanhar a decisão do Mundial

"Hoje, falam que não sabíamos jogar futebol, que fomos campeões de mentira, mas quem fala assim nunca viu jogar um Anselmo, um Iriarte."

Ernesto Mascheroni, campeão mundial pelo Uruguai, em entrevista ao "Jornal da Tarde" em 29 de maio de 1978

"O futebol de 30 não admitia passes para trás; a bola ia sempre em direção ao gol. Não ficávamos dando voltas pelo campo, recebíamos a bola sempre de frente para o gol"

Ernesto Mascheroni, campeão mundial pelo Uruguai, em entrevista ao "Jornal da Tarde" em 29 de maio de 1978

"Na tarde em que os brasileiros, pela fatalidade, perdiam de 2 a 1 dos iugoslavos, eu passava por uma rua onde tinha um jornal. Vivas e mais vivas eram entoados, e eu disse ao meu companheiro: 'Os brasileiros venceram'. Um rapaz perto disse então: 'Não, senhor, os cariocas perderam por 2 a 1.' E com espanto maior vi desfilar um funeral, onde os cânticos fúnebres e morras aos cariocas ecoaram! Fiquei bobo e pensei como nós, argentinos, tínhamos pena de ver os brasileiros, alijados do campeonato, gozarem seus irmãos! Pensei que não era o território brasileiro."

Feliz Inarra, dirigente do Huracán, da Argentina, que excursionava em São Paulo na época da Copa e viu nas ruas a comemoração pela eliminação da seleção

"Eu não acho que nenhum outro país se candidataria a organizar um evento tão caro como esse"

Maurice Fischer, secretário da Fifa, após o encerramento do primeiro Mundial de futebol
 

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