
País: França
Idade: 25 anos
Jogos: 6
Gols: 13

País: Brasil
Idade: 28 anos
Jogos: 6
Gols: 1
Terceira em 1938 e vice em 1950, a seleção brasileira finalmente conseguiu se impor aos rivais e faturar a sua primeira Copa, acabando de vez com o "complexo de vira-latas", termo cunhado por Nelson Rodrigues para definir o sentimento de inferioridade em relação aos europeus. A conquista só foi possível graças à combinação de uma inédita organização dos dirigentes com uma das melhores gerações de craques que o país já produziu. Tanto que Pelé e Garrincha, hoje considerados deuses, começaram na reserva. A seleção de Vicente Feola teve adversários difíceis, mas com um futebol ofensivo, venceu cinco das seis partidas. O único empate aconteceu diante da Inglaterra: o primeiro 0 a 0 da história.
O País de Gales quase não foi à Copa, mas fez bonito. A equipe ficou em segundo lugar no seu grupo das eliminatórias, perdendo a vaga para a Tchecoslováquia. Graças às confusões na Ásia, porém, os galeses ganharam uma segunda chance. Os países muçulmanos se recusaram a enfrentar Israel, que iria ao Mundial sem entrar em campo. Para evitar isso, a Fifa promoveu um duelo entre País de Gales e Israel. Os europeus venceram os dois jogos por 2 a 0 e se classificaram. Na Suécia, fizeram ótima campanha, caindo somente nas quartas-de-final, diante do campeão Brasil.
A equilibrada semifinal só pendeu para o lado da Suécia graças ao juiz argentino Juan Brozzi. O placar apontava 1 a 0 para os alemães quando Liedholm matou a bola com o braço e passou para Skoglund empatar. O árbitro, porém, não considerou o toque intencional. Aos 14min do segundo tempo, o sueco Hamrin deu um soco no alemão Juskowiak, que revidou com um chute. Brozzi não viu a primeira agressão e só expulsou Juskowiak. Com um homem a mais, o time da casa marcou mais dois e passou à decisão.
15 de junho de 1958 é um dia que os argentinos gostariam de esquecer. Precisando da vitória, o técnico tcheco Karel Kolski arriscou e escalou o time com cinco atacantes. Graças aos seguidos erros argentinos, a estratégia deu certo. Os tchecos passearam e venceram por 6 a 1. Foi a maior goleada sofrida pela Argentina em Copas.
Yashin teve participação decisiva na boa campanha da União Soviética no torneio (6º lugar). Mesmo tendo sofrido seis gols, fez fama defendendo um pênalti na vitória sobre a Áustria e fechando o gol para garantir o 1 a 0 sobre a Inglaterra que levou os soviéticos às quartas-de-final. Sua principal característica era a excelente colocação embaixo da trave, além de possuir agilidade e reflexo incomuns para os goleiros da época. Por essas qualidades e por usar o uniforme totalmente preto, ganhou o apelido de "Aranha Negra". O lendário arqueiro soviético é considerado por muitos o melhor que já existiu no futebol. Em uma eleição realizada em 1998 pela Fifa, Yashin foi escolhido o goleiro do século 20. Ele morreu em 21 de março de 1990, vítima de um câncer no estômago.
O retorno dos campeões ao Brasil foi uma maratona, que começou na manhã do dia 1º de julho. Após escalas em Londres, Paris e Lisboa, com direito a coquetéis e desfile pelas ruas, a delegação chegou a Recife debaixo de chuva. Mesmo assim, desfilou e ouviu discursos na sede do governo pernambucano. Às 20h do dia 02, a seleção desembarcou no Rio, desfilou em carro aberto e seguiu para a festa da vitória no prédio das Emissoras Associadas. Por volta de 0h, foram ao Palácio do Catete, onde foram recebidos pelo presidente Juscelino Kubitschek. Passaram a madrugada toda por lá e só conseguiram dormir 43 horas depois do embarque na Suécia.
SELEÇÕES
1. Yashin (URSS)
2. N. Santos (BRA)
3. Blanchflower (IRN)
4. Liedholm (SUE)
5. Voinov (URSS)
7. Zito (BRA)
8. Didi (BRA)
6. Skoglund (SUE)
9. Pelé (BRA)
10. Fontaine (FRA)
11. Garrincha (BRA)