
País: Alemanha Oc.
Gols: 0
Jogos: 7
Idade: 28 anos

Colocação: Vice
Jogos: 7
Vitórias: 5
Gols pró: 15
Considerado o melhor jogador polonês de todos os tempos, o ponta-direita era conhecido por sua velocidade - conseguia correr 100 metros em 10s8. Chegou à Copa credenciado pelo título olímpico conquistado dois anos antes, em Munique, também na Alemanha.
Lato ajudou a "equipe surpresa" do torneio a chegar ao pódio marcando sete gols. Entre eles, o único gol da vitoria da Polônia sobre o Brasil na disputa pelo terceiro lugar do Mundial.
O goleiro alemão foi durante mais de uma década (1966 a 1977) o melhor da posição no mundo. Apelidado de "O Gato", alcançava as bolas com elasticidade e velocidade impressionantes. Participou de quatro Copas (66, 70, 74 e 78). Até hoje, é o recordista de jogos disputados pela Bundesliga: 473. No Mundial da Alemanha tomou apenas quatro gols.
Vice-campeã em 1970, a Itália chegou como uma das favoritas para vencer a Copa - tinha craques como o goleiro Zoff e o brasileiro naturalizado Mazzola. A única alegria da "Azurra", no entanto, aconteceu no jogo de estréia: vitória sobre o fraco Haiti, por 3 a 1. Depois disso, só decepção: empate em 1 a 1 contra a Argentina e derrota, por 2 a 1, para a Polônia. A fraca campanha deixou o time em terceiro lugar no Grupo 4, fora da fase final.
Ambas as equipes chegaram invictas para a última rodada do Grupo 4. Os poloneses haviam vencido os dois encontros anteriores, enquanto os italianos tinham ganhado uma e empatado outra. O duelo definiria a liderança da chave. A equipe do Leste Europeu marcou duas vezes no primeiro tempo, com Szarmach e Deyna. A Itália diminuiu com Capello, atual técnico da Juventus, de Turim. O placar deu o primeiro lugar aos poloneses e eliminou os vice-campeões de 70.
A última participação polonesa em Mundiais havia sido em 1938, quando obteve o modesto 11º lugar. Embalada pela conquista da medalha de ouro olímpica em 1972, em Munique, a Polônia teve o ataque mais positivo da Copa, com 16 gols, além do artilheiro Lato, que balançou as redes sete vezes.
A surpresa começou logo na primeira fase, quando os poloneses terminaram na liderança do grupo 4, que tinha as favoritas Argentina e Itália, além do frágil Haiti. Perderam apenas para a campeã Alemanha Ocidental na fase decisiva. Na disputa pelo terceiro lugar, derrotaram os brasileiros, bastante desfalcados em relação ao time tricampeão em 1970 (1 a 0).
Os holandeses eram os favoritos, mas foi a Alemanha quem levantou o caneco. Mas, se não fosse um erro de arbitragem, o resultado poderia ser diferente. A Holanda abriu o placar logo aos 2min. O zagueiro Vogts fez pênalti em Cruyff. Neeskens cobrou e marcou. Aos 25min, a "Laranja Mecânica" dominava a partida, quando o alemão Holzenbein se jogou deliberadamente na área e o árbitro inglês, John Taylor, acreditou. Breitner empatou, e, no final da primeira etapa, Muller deu números finais à partida. O próprio Taylor reconheceu, mais tarde, o equívoco.
SELEÇÕES
1. Maier (ALE)
2. Zé Maria (BRA)
3. Luis Pereira (BRA)
4. Beckenb. (ALE)
6. Breitner (ALE)
5. Krol (HOL)
7. Deyna (POL)
8. Neeskens (HOL)
9. Lato (HOL)
10. Cruyff (HOL)
11. Szarmach (POL)