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O CRAQUE

Franz Beckenbauer

País: Alemanha Oc.
Gols: 0

Jogos: 7
Idade: 28 anos

Talento precoce -começou nos juniores do Bayern de Munique aos 13 anos-, Beckenbauer é considerado por muitos o melhor zagueiro de todos os tempos. Dono de técnica apurada e inteligência, foi o criador da posição de líbero. No Mundial de 1974, em sua terceira Copa (havia jogado também em 66 e 70), foi o capitão da equipe campeã. A liderança dentro e fora dos gramados lhe rendeu o apelido de "Kaiser" (imperador, em alemão).

Um episódio ocorrido durante a competição ilustra bem essa condição. Após a derrota na estréia para a Alemanha Oriental, Beckenbauer questionou o técnico Helmut Schoen sobre o "enclausuramento" dos atletas na concentração.

"A falta de liberdade, semanas a fio, não faz bem a ninguém", disse. Schoen cedeu e adotou o que definiram como "meia liberdade". Muitos creditam o título ao ato de "desobediência" do Kaiser.
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A MÁQUINA

O carrossel holandês

Colocação: Vice
Jogos: 7

Vitórias: 5
Gols pró: 15

Quase sempre há um "campeão moral". E, na Copa de 1974, não foi diferente. O técnico Rinus Michels revolucionou o futebol mundial ao criar um sistema de jogo ofensivo baseado na movimentação constante dos jogadores, sem posições fixas. Por esse motivo a seleção ganhou os apelidos de "Carrossel Holandês" e "Laranja Mecânica".

Liderado pelo craque Johan Cruyff, o time tinha também outros grandes jogadores da época, como Ruud Krol, Johan Neeskens e Rob Rensenbrink. Com sua estratégia inovadora, venceu as três maiores forças sul-americanas durante o Mundial: Uruguai, na primeira fase, além de Argentina e Brasil.

Na final, falou mais alto a disciplina tática e a eficiência dos alemães, que frustraram as expectativas do mundo ao vencerem o jogo, de virada, por 2 a 1.
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O ARTILHEIRO

Grzegorz Lato (POL)

Considerado o melhor jogador polonês de todos os tempos, o ponta-direita era conhecido por sua velocidade - conseguia correr 100 metros em 10s8. Chegou à Copa credenciado pelo título olímpico conquistado dois anos antes, em Munique, também na Alemanha.

Lato ajudou a "equipe surpresa" do torneio a chegar ao pódio marcando sete gols. Entre eles, o único gol da vitoria da Polônia sobre o Brasil na disputa pelo terceiro lugar do Mundial.

A MURALHA: Sepp Maier (ALE)

O goleiro alemão foi durante mais de uma década (1966 a 1977) o melhor da posição no mundo. Apelidado de "O Gato", alcançava as bolas com elasticidade e velocidade impressionantes. Participou de quatro Copas (66, 70, 74 e 78). Até hoje, é o recordista de jogos disputados pela Bundesliga: 473. No Mundial da Alemanha tomou apenas quatro gols.

O MICO: Vexame italiano

Vice-campeã em 1970, a Itália chegou como uma das favoritas para vencer a Copa - tinha craques como o goleiro Zoff e o brasileiro naturalizado Mazzola. A única alegria da "Azurra", no entanto, aconteceu no jogo de estréia: vitória sobre o fraco Haiti, por 3 a 1. Depois disso, só decepção: empate em 1 a 1 contra a Argentina e derrota, por 2 a 1, para a Polônia. A fraca campanha deixou o time em terceiro lugar no Grupo 4, fora da fase final.

A ZEBRA: POL 2 x 1 ITA

Ambas as equipes chegaram invictas para a última rodada do Grupo 4. Os poloneses haviam vencido os dois encontros anteriores, enquanto os italianos tinham ganhado uma e empatado outra. O duelo definiria a liderança da chave. A equipe do Leste Europeu marcou duas vezes no primeiro tempo, com Szarmach e Deyna. A Itália diminuiu com Capello, atual técnico da Juventus, de Turim. O placar deu o primeiro lugar aos poloneses e eliminou os vice-campeões de 70.

A SURPRESA

Polônia

A última participação polonesa em Mundiais havia sido em 1938, quando obteve o modesto 11º lugar. Embalada pela conquista da medalha de ouro olímpica em 1972, em Munique, a Polônia teve o ataque mais positivo da Copa, com 16 gols, além do artilheiro Lato, que balançou as redes sete vezes.

A surpresa começou logo na primeira fase, quando os poloneses terminaram na liderança do grupo 4, que tinha as favoritas Argentina e Itália, além do frágil Haiti. Perderam apenas para a campeã Alemanha Ocidental na fase decisiva. Na disputa pelo terceiro lugar, derrotaram os brasileiros, bastante desfalcados em relação ao time tricampeão em 1970 (1 a 0).

A GARFADA

ALE 2 x 1 HOL

Os holandeses eram os favoritos, mas foi a Alemanha quem levantou o caneco. Mas, se não fosse um erro de arbitragem, o resultado poderia ser diferente. A Holanda abriu o placar logo aos 2min. O zagueiro Vogts fez pênalti em Cruyff. Neeskens cobrou e marcou. Aos 25min, a "Laranja Mecânica" dominava a partida, quando o alemão Holzenbein se jogou deliberadamente na área e o árbitro inglês, John Taylor, acreditou. Breitner empatou, e, no final da primeira etapa, Muller deu números finais à partida. O próprio Taylor reconheceu, mais tarde, o equívoco.


SELEÇÕES

Goleiro:

1. Maier (ALE)

Defesa:

2. Zé Maria (BRA)

3. Luis Pereira (BRA)

4. Beckenb. (ALE)

6. Breitner (ALE)

Meio-campo:

5. Krol (HOL)

7. Deyna (POL)

8. Neeskens (HOL)

Ataque:

9. Lato (HOL)

10. Cruyff (HOL)

11. Szarmach (POL)