O país escolhido para ser a sede da 13ª Copa do Mundo foi a Colômbia. Mas problemas políticos e a crise econômica fizeram o governo local desistir da empreitada. Várias nações se ofereceram para substituir o país sul-americano.
Com pouco tempo para tomar uma decisão, a Fifa optou pelo México, que havia organizado em belo campeonato em 1970. Foi a primeira repetição de sede na história dos Mundiais.
Em setembro de 1985, porém, boa parte do território mexicano foi destruído por terremotos. O presidente da Fifa, João Havelange, enviou uma comissão para verificar as condições dos estádios e a infra-estrutura do país.
Como as edificações não sofreram grandes danos, o grupo deu aval para a realização do torneio, que transcorreu sem grandes problemas - a principal exceção foi o setor de telecomunicações, sobrecarregado devido à grande demanda de jornalistas.
Também pela primeira vez na história, todos os países campeões mundiais se classificaram para a Copa. A expectativa pelo duelo entre eles era grande entre os fanáticos torcedores mexicanos.
Apesar da derrota quatro anos antes, o Brasil ainda era comandado pelo técnico Telê Santana e teve certa dificuldade para conseguir a vaga. Nas eliminatórias sul-americanas, caiu no grupo de Paraguai e Bolívia - conseguiu duas vitórias e dois empates, terminando na primeira colocação.
A preparação do time também não foi das melhores. Vários dos craques de 1982 não apresentavam o mesmo bom desempenho nos gramados. Zico, por exemplo, se recuperou de uma grave lesão pouco antes de viajar para o México.
No dia do embarque, outra confusão. O lateral direito Leandro desistiu de disputar o torneio em solidariedade ao atacante Renato Gaúcho, cortado por Telê por indisciplina.
Com a queda do Brasil e de outras grandes seleções ao longo do torneio, o caminho ficou aberto para a Argentina, de Diego Maradona, faturar pela segunda vez o título.
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