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Chamado às pressas, Romário fez dois gols e classificou o Brasil

FOTOS DA COPA DE 94

EUA contrariam expectativa

O mundo do futebol foi pego de surpresa em 1988, quando a Fifa anunciou os Estados Unidos como sede da Copa de 1994. O país não possuía liga profissional, e a maioria da população sequer conhecia as regras básicas do jogo.

A ótima infra-estrutura dos norte-americanos foi decisiva para a decisão da Fifa, que também pretendia incentivar o crescimento do esporte na América do Norte. Com isso, os EUA venceram Marrocos e Brasil na disputa.

Contrariando todas as expectativas, porém, a superpotência organizou uma das melhores edições da história. Graças, principalmente, aos imigrantes de várias nacionalidades que vivem em território norte-americano, a competição teve média de 68.991 espectadores por partida, a maior da história.

Com tradição em eventos esportivos indoor, os EUA foram os responsáveis pelas primeiras partidas de Copa do Mundo disputadas em estádio coberto - foram quatro jogos da fase inicial, entre eles o duelo entre Brasil e Suécia.

Outra novidade implantada em 1994 foi a valorização da vitória, que passaria a render três pontos. O objetivo da medida era recompensar a ofensividade e evitar que se repetisse o futebol defensivo e feio visto na edição anterior.

Cento e trinta países se inscreveram para disputar as eliminatórias, que tiveram 496 jogos em cinco continentes, um novo recorde para o Mundial. As grandes vítimas do classificatório foram França, Inglaterra, Portugal e Uruguai.

O Brasil também não teve facilidade. Caiu no Grupo B, com Bolívia, Uruguai, Equador e Venezuela. Após uma campanha regular, os comandados de Carlos Alberto Parreira chegaram à última rodada precisando de um empate contra o Uruguai, no Maracanã.

O treinador promoveu o retorno do atacante Romário às pressas, e o "Baixinho" foi novamente fundamental, anotando os dois gols que garantiram a vaga para o Mundial.

Se a organização beirou a perfeição, dentro dos gramados o Mundial não foi tão brilhante assim. Tanto o Brasil quanto a Itália chegaram à decisão sem apresentarem um grande futebol.

A final, aliás, foi uma das mais monótonas da história, com as duas equipes privilegiando a marcação e jogando com muita catimba. A retranca venceu e a partida terminou em 0 a 0 no tempo normal. Pela primeira vez, a competição foi decidida nos pênaltis, com vitória da seleção brasileira.

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