As declarações padronizadas e bem-comportadas perderam vez para provocações, bravatas e demonstrações de auto-confiança rasgada às vésperas do já histórico confronto entre Alemanha e Argentina, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo, marcado para sexta-feira, às 12h (de Brasília), em Berlim.
Bastou que o encontro se confirmasse para que alemães e argentinos adotassem o duelo verbal como parte da estratégia do clássico, já disputado por cinco vezes em Copas, incluindo duas finais e um título para cada.
Ambas as seleções têm os seus porta-vozes oficiais para as provocações. Enquanto a Alemanha se coloca como favorita e coloca em dúvidas o poder demonstrado pelo seu adversário na primeira fase pelas palavras do volante Frings e, principalmente, do atacante artilheiro Klose, os argentinos têm no corintiano Tevez o seu maior bocudo. Mas não o único. Maxi Rodriguez já falou em atropelar desde o início, e Messi não vê a hora de calar a multidão do Estádio Olímpico.
Para esfriar um pouco os ânimos, nenhum dos técnicos têm botado mais lenha na fogueira. Tanto o alemão Jürgen Klinsmann como o argentino José Pekerman têm preferido se preocupar em montar as equipes. O que já não é pouco.
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