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Cidade de rica história musical e cultural, berço da Federação Alemã de Futebol e atualmente em período de transformação social depois de pertencer à Alemanha Oriental por quatro décadas, Leipizig tem tradição e progresso presentes em todos os cantos.
Com 495 mil habitantes, a "pequena Paris" é a cidade mais tradicional da Saxônia e tem a maior estação de trem da Alemanha.
E é mais pela tradição que foi escolhida para a Copa, uma vez que seu futebol não está forte. Leipzig é a única das sedes que não possui nenhum time nas duas principais divisões do futebol alemão.
Se faltam bons times, sobra cultura e beleza. A cidade é cheia de representantes históricos em todas as áreas e oferece uma paisagem única de parques e áreas verdes. Quase um terço de sua área é ocupada por gramados, bosques e jardins.
Apreciadores de música clássica sabem que os nomes Bach, Wagner, Mendelssohn Bartholdy e Schumann estão ligados a Leipzig. E que um concerto na Gewandhaus é compromisso obrigatório.
Amigos da arte entusiasmam-se com as galerias e ateliês na terra em que surgiu a Jovem Arte Alemã. Letrados visitam o Auerbachs Keller, que inspirou Goethe para o livro "Fausto" e hoje é um apreciado restaurante no centro da cidade.
A universidade local é uma das mais renomadas no campo científico. A cidade também abriga o Mortizbastei, o maior clube de estudantes de toda a Europa.
Embora diversas guerras e a separação da Alemanha tenham deixado marcas profundas, Leipzig sempre manteve seu espírito de pioneirismo e sua coragem para enfrentar problemas.
Em 1989, nos meses finais do comunismo na Europa, a população local passou a fazer manifestações pacíficas às segundas-feiras, clamando por democracia e liberdade com o coro "Nós somos o povo".
Isso ajudou bastante a minar a resistência do regime comunista da Alemanha Oriental, que ruiu em novembro daquele ano. Em 1990, a Alemanha estava reunificada.
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