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Dunga

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Nome: 
Carlos Caetano Bledorn Verri

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Nascimento: 
31/10/1963, em Ijuí (RS)

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Peso: 78kg

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Altura: 1,77m

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Clubes: Internacional (1983 e 1984); Corinthians (1984 e 1985); Santos (1986); Vasco (1987); Pisa-ITA (1987 e 1988); Fiorentina-ITA (1988 a 1992); Pescara-ITA (1992 e 1993); Stuttgart-ALE (1993 a 1995); Jubilo Iwata-JAP (1995 a 1998); Internacional (1999 e 2000)

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Títulos: Campeonato Gaúcho (1983/1984); Campeonato Carioca (1987); Copa América (1989/1997); Copa do Mundo (1994); Campeonato Japonês (1997);

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Copas: 3 (1990, 1994, 1998)

Legítimo representante do viril futebol gaúcho e um dia festejado como símbolo da raça corintiana, Dunga era da Fiorentina quando foi convocado para a Copa de 1990. O então técnico brasileiro, Sebastião Lazaroni, estava tão empolgado com o vigor daquele volante que decretou: o Brasil entrava na Era Dunga. Isso despertou temores de que o futebol brasileiro tinha chegado ao fim do glorioso ciclo criativo, em que meias e atacantes maravilhavam o mundo.

Para os críticos de Lazaroni, aquela experiência não poderia acabar de outra maneira: o Brasil foi eliminado logo na segunda fase do Mundial mostrando um futebol de time pequeno. Dunga e a era que levava o seu nome foram o símbolo daquele fracasso. Hostilizado pela imprensa e pela torcida, sua história com a camisa amarela parecia ter terminado ali mesmo. Mas, quatro anos depois, veio a recuperação.

Dunga reaparecia entre os relacionados para a Copa de 1994. O comando nos Estados Unidos era para ser de Raí, que no entanto acabou perdendo o lugar no time. Quando a tarja de capitão foi parar no braço de Dunga, os puristas esbravejaram. Mas o volante respondeu em campo. Jogou bem, marcou melhor ainda - ninguém roubou tantas bolas quanto ele naquele Mundial - e, ainda por cima, deu passes precisos, como o que colocou Romário cara a cara com o goleiro Bell, de Camarões, para abrir o placar no segundo jogo da seleção.

Não havia como negar: se Dunga inaugurou uma era, ela não era sinônimo de fracasso. No fim da Copa, quando ele ergueu a taça, repetindo o gesto de Bellini, Mauro e Carlos Alberto, Dunga não hesitou em soltar o grito quatro anos entalado na garganta. "Isso é pra vocês, seus traíras", esbravejou o capitão, em meio a muitos palavrões, sem se importar com a presença, ao seu lado, do vice-presidente dos EUA, Al Gore.

Em 1998, já sem o mesmo punch, mas com a mesma liderança, ele participou da campanha do vice-campeonato na França. Mais de dez anos depois de uma bem-sucedida carreira internacional - no futebol italiano, alemão e japonês -, Dunga retornou ao Brasil, em 1999, para defender novamente o Internacional, seu primeiro clube. Fez um gol que livrou o Inter do rebaixamento no Brasileiro, mas foi afastado pelo técnico Leão.

     

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