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Gilmar

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Nome: 
Gilmar dos Santos Neves

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Nascimento: 
22/08/1930, em Santos (SP)

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Peso: 73kg

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Altura: 1,81m

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Clubes: Jabaquara (1950); Corinthians (1951 a 1961); Santos (1961 a 1969)

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Títulos: Campeonato Paulista (1951/1952/1954/1961/
1962/1964/1965/1967/
1968); Torneio Rio-São Paulo (1953/1954/1963/1964/
1966); Copa do Mundo (1958/1962); Taça Brasil (1961/1962/1963/1964/
1965); Taça Libertadores da América (1962/1963); Mundial Interclubes (1962/1963); Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968)

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Copas: 3 (1958/1962/1966)

No início de 1951, o Corinthians anunciou com alarde a compra de um centro-médio do Jabaquara de Santos: Ciciá. De quebra, só para complementar o negócio, veio também um goleiro, Gilmar dos Santos Neves, o mais vazado do Campeonato Paulista no ano anterior. Ciciá, como centenas de outros jogadores, passou. Gilmar, não.

Com a camisa do Corinthians, da seleção brasileira e depois do Santos, ele se transformaria em um dos melhores goleiros - para muitos, o melhor - que o país já teve. A história de Gilmar no Corinthians começou acidentada. Considerado culpado por uma derrota de 7 x 3 para a Portuguesa, foi afastado do time pelo técnico Oswaldo Brandão.

Amargou a reserva de Cabeção pelo resto da temporada, mas recuperou seu lugar durante uma excursão que o clube fez pela Europa, no ano seguinte. Com defesas impossíveis, Gilmar foi um dos heróis da conquista do bicampeonato paulista em 1954 pela equipe do Parque São Jorge - título histórico, no ano do quarto centenário da cidade de São Paulo. Consagrado como o dono absoluto da camisa 1 alvinegra, ele chegou a titular da seleção brasileira que, em 1958, conquistou o seu primeiro título mundial na Suécia.

Foi só no segundo semestre de 1961 que Gilmar trocou o Corinthians pelo Santos. Deixou o clube magoado, acusado pelo presidente Wadih Helou de simular uma contusão para facilitar a transferência. Apesar da saída polêmica, a segurança e a tranqüilidade inabaláveis que sempre demonstrou, até nos piores momentos, são mais do que suficientes para que os corintianos o aclamem como o melhor goleiro que já passou pelo clube.

No Santos, aonde chegou com mais de 30 anos, Gilmar juntou-se a craques como Pelé, Zito, Coutinho e Pepe. Não foi difícil, a partir de então, tornar-se um dos jogadores que colecionou mais títulos na história do futebol brasileiro. Ganhou quase tudo o que disputou: mais uma Copa do Mundo (a do Chile, em 1962); o bi mundial interclubes e da Libertadores (1962/1963); cinco Taças Brasil seguidas (de 1961 a 1965), cinco títulos paulistas (1962, 1964, 1965, 1967 e 1968) e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968), precursor do Campeonato Brasileiro.

Terminou a carreira festejado como o melhor goleiro da história do Peixe. Mas, independentemente do clube que defendia, Gilmar será sempre mais lembrado por suas atuações na seleção brasileira. Titular absoluto nas duas primeiras conquistas mundias do Brasil, em 1958 e 1962, ele era símbolo de segurança lá atrás, enquanto gênios como Pelé, Garrincha e Vavá garantiam os gols lá na frente.

Em sua última Copa, dividiu a posição com Manga. E, assim como ele, o Brasil também não era mais absoluto: caiu diante do bom futebol e da violência da seleção de Portugal. Para Gilmar, o prejuízo nem foi tão grande: ele já havia carimbado seu nome na história do futebol brasileiro.

     

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