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Nome:
Rivaldo Vítor Borba Ferreira
Nascimento:
19/04/1972, em Paulista (PE)
Peso: 73kg
Altura: 1,86m
Clubes: Santa Cruz (1991 e 1992), Mogi Mirim (1992 e 1993), Corinthians (1993 e 1994), Palmeiras (1994 a 1996), Deportivo La Coruña-ESP (1996 e 1997), Barcelona-ESP (1997 a 2002), Milan-ITA (2002 e 2003), Cruzeiro (2004) e Olympiacos-GRE (desde 2004)
Títulos: Campeonato Paulista (1994), Campeonato Brasileiro (1994), Copa Umbro (1995), Medalha de Bronze dos Jogos Olímpicos (1996), Copa das Confederações (1997), Copa América (1997 e 1999), Campeonato Espanhol (1998 e 1999), Copa do Rei (1998) e Copa do Mundo (2002)
Copas: 2 (1998, 2002)
Quando o presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciou o melhor jogador do mundo de 1999, involuntariamente decretou o fim de um "calvário" que já durava quase três anos.
Rivaldo, o mais destacado atleta do futebol mundial naquele ano, com excelentes atuações pelo Barcelona (ESP), ainda pagava por um passe errado na Olimpíada de Atlanta, que permitiu a Nigéria marcar um de seus gols da semifinal. O Brasil ficou apenas com o bronze), e Rivaldo caiu num limbo.
O início do "resgate" de Rivaldo foi patrocinado pelo ex-jogador Zico, coordenador técnico da Seleção Brasileira na época de Zagallo, no início de 1998.
Enquanto o treinador ainda tinha muitas ressalvas sobre o meia-atacante por causa da Olimpíada, Zico apostava que Rivaldo seria a melhor solução para o meio-campo da Seleção na Copa do Mundo da França. A opinião de Zico prevaleceu.
Na Copa de 1998, Rivaldo foi um dos destaques da equipe brasileira, que obteve o vice-campeonato. Chegou ao torneio com o objetivo de consagrar-se.
Para amigos, afirmava que queria ser o artilheiro, não importando-se com o assédio em torno de Ronaldo. Para desvincular-se da sombra do atacante, até recusou-se a assinar um contrato com a Nike, patrocinadora vitalícia do atacante da Inter de Milão.
O meia-atacante começou a sua carreira no Santa Cruz. De família pobre, tinha até dificuldades para ir treinar (não podia pagar a passagem de ônibus).
Depois de disputar com destaque as Copas São Paulo de Júnior de 1991 e 1992, foi contratado pelo Mogi Mirim. Ao lado de Válber e Leto, no Paulista de 1993, encantou os torcedores: o time foi apelidado de "Carrossel Caipira", em referência à seleção holandesa de 1974.
Com o destaque, o trio foi contratado pelo Corinthians. Porém a diretoria corintiana cometeu um grande erro: não estabeleceu qual seria o valor do passe de Rivaldo após o final do empréstimo.
Mesmo tendo se destacado no Corinthians, chegando a ser convocado pela primeira vez para a Seleção, Rivaldo não teve uma boa relação com a torcida do clube. Constantemente era vaiado. Ao final de seu empréstimo, o Mogi exigiu US$ 3 milhões pelo meia-atacante.
O Corinthians não tinha dinheiro, Rivaldo acabou sendo contratado pelo rival Palmeiras. A "vingança" contra seus antigos críticos veio rápido. Na final do Brasileiro de 1994, roubou uma bola do lateral Branco e marcou o gol do título.
O sucesso no Palmeiras fez Rivaldo ser contratado, em 1996, pelo La Coruña, por US$ 10 milhões. Na equipe espanhola, logo se destacou, despertando o interesse de grandes equipes da Europa.
Sabendo disso, Rivaldo começou a pressionar a diretoria do La Coruña por um aumento salarial. Não recebeu. Revoltado, começou a negociar secretamente a sua transferência para o Barcelona, que não comunicou a diretoria da equipe galega o seu interesse.
Depois de ter participado à noite de um amistoso com o La Coruña, apresentou-se na manhã do dia seguinte ao Barcelona.
A diretoria catalã havia quebrado um "código de honra" e depositado na conta do time rival o valor da multa rescisória de Rivaldo, de US$ 28 milhões.
Eterna decepção do torcedor brasileiro antes da Copa, Rivaldo, acusado de só jogar bem por sua equipe, o Barcelona, da Espanha, foi o cérebro da equipe que conquistou o pentacampeonato. Além de armar as jogadas, Rivaldo terminou a Copa também como vice-artilheiro da competição, ao lado do alemão Klose, com cinco gols.
Logo após a Copa, porém, o Barcelona decidiu dispensar o brasileiro, seguindo orientação do treinador Louis Van Gaal, desafeto declarado de Rivaldo. O Milan foi mais rápido e contratou o pentacampeão mundial por três anos.
No Milan, o brasileiro também não conseguiu se destacar, acabou permanecendo no clube por apenas um ano, após ser dispensado acertou um contrato de um ano como reforço do Cruzeiro para a Taça Libertadores. Depois foi para o futebol grego.
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