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Messi



Lionel Andrés Messi

Reuters

Nascimento: 
24/06/1987, em Santa Fé

Peso: 65 kg

Altura: 1,70 m

Posição: Atacante e meia

Clubes: Barcelona-ESP (2004 a 2006)

Títulos: Mundial Sub-20 (2005), Campeonato Espanhol (2005)

Copas: 1 (2006)

Lionel Messi foi uma das maiores decepções da Copa 2006. E não foi pelo que fez, mas pelo que não fez em campo. Por falta de oportunidade. Apontado como um dos favoritos para o ser a revelação do torneio, ele esquentou o banco de reservas a maior parte do tempo.

Foi de lá, por exemplo, que acompanhou, entre incrédulo e indignado, a seleção ser eliminada nos pênaltis pela Alemanha, nas quartas-de-final. O técnico José Pekerman fez mudanças durante a partida, quando os alemães empataram, mas colocou Júlio Cruz no lugar de Crespo. Aos que questionaram sua escolha, o treinador disse que com Messi, a Argentina "não teria tanta presença na área".

Seja como for, Messi saiu da Copa como entrou: sendo uma promessa.

Ele participou de três partidas, e em apenas uma começou como titular. Sua estréia foi contra Sérvia e Montenegro. Messi entrou aos 29min do segundo tempo, no lugar de Maxi Rodriguez, e contribuiu para o quarto gol, ao disparar pela esquerda, livrar-se dos adversários e cruzar para Crespo marcar.

Pouco depois, recebeu passe de Tevez para anotar seu próprio gol e completar o chocolate sobre os sérvios, por 6 a 0.

Depois da boa atuação, foi escalado entre os titulares para a partida contra a Holanda, quando a Argentina já estava classificada para a segunda fase e o técnico quis testar alguns reservas e poupar jogadores que tinham cartão. Ele esteve em campo até a metade do segundo tempo, quando foi substituído por Cruz.

No jogo contra o México, pelas oitavas-de-final, ele entrou no lugar de Saviola, aos 38min do segundo tempo, e chegou a marcar um gol, que foi anulado pelo árbitro.

Foi uma participação modesta para a jovem estrela, que completou 29 anos no dia do jogo contra o México. Se servir de consolo, ao menos Messi conseguiu ir para a Copa, pois sua convocação foi dúvida até às vésperas do prazo final para a convocação, em maio.

Em março deste ano, o atacante do Barcelona sofreu um estiramento muscular na coxa direita durante uma partida contra o Chelsea, pela Liga dos Campeões. Tentou apressar sua volta aos gramados e voltou a sentir dores em abril. Decidiu deixar a Espanha e completar seu tratamento na Argentina, para não comprometer sua participação na Copa.

Nesse meio tempo, viu da arquibancada o Barcelona conquistar o título da Liga dos Campeões. E até mesmo uma biografia do atacante foi publicada. "Leo Messi, el tesouro del Barça", escrita pelo jornalista Toni Frieros, foi lançada no mercado espanhol no dia 15 de abril.

Uma publicação bastante rápida, uma vez que Messi tem apenas dois anos de carreira como profissional.

Com 13 anos, Messi estava se formando nas categorias de base do Newell's Old Boys. Mas, com problemas hormonais, media apenas 1,40 m de altura.

Nem o Newell's nem a família de Messi tinha condições de pagar US$ 900 mensais necessários para bancar o tratamento hormonal para que ele crescesse.

Porém, o Barcelona já tinha sabido tanto de seu talento promissor como de seu problema. E propôs levar Messi para a Espanha para se tratar e atuar nas equipes de base do clube.

Com a Argentina em profunda crise, os pais de Messi decidiram aceitar a proposta do Barcelona.

Em 30 meses na Catalunha, ele cresceu 30 centímetros, encantou nos times de base e se tornou o estreante mais jovem da Liga Espanhola (e o mais jovem a fazer um gol), com 17 anos, em 2004.

Canhoto e jogando pelo lado direito do ataque, Messi é difícil de marcar. Por essa razão, o atacante corta os zagueiros com muita facilidade.

Messi se tornou ídolo na Argentina quando levou a seleção sub-20 ao quinto título mundial no torneio disputado em 2005 na Holanda.

Sua série de magníficas exibições no Mundial Sub-20 lhe renderam a Bola de Ouro de melhor jogador do torneio. Também levou a Chuteira de Ouro de artilheiro.

   
 

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