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Riquelme



Juan Román Riquelme

Reuters

Nome: 
Juan Román Riquelme

Nascimento: 
24/06/78, em San Fernando

Peso: 76 Kg

Altura: 1,82 m

Posição: meia

Clubes: Boca Juniors-ARG (1996 a 2002), Barcelona-ESP (2002 a 2003), Villarreal-ESP (2003 a 2006)

Títulos: Mundial Sub-20 (1997), Campeonato Argentino Apertura (1998, 2000), Campeonato Argentino Clausura (1999), Copa Libertadores (2000, 2001), Mundial Interclubes (2000)

Copas: 1 (2006)

Juan Román Riquelme não marcou nenhum gol na Copa 2006, mas brilhou tanto quanto se tivesse sido o artilheiro da seleção Argentina. Ele esteve em praticamente todas as jogadas que resultaram em gols, deu passes precisos e foi um dos mais acionados em campo. Essencial.

Na estréia, contra a Costa do Marfim, o meia tocou 53 vezes na bola, cobrou o escanteio que resultou em um cabeceio perigoso para o goleiro Tizié, e depois, a falta que virou rebote nos pés de Crespo, para abrir o placar.

Não bastasse, deu o passe para Saviola fazer o segundo gol, na vitória por 2 a 1. Que poderia ter sido 3 a 1, já que Riquelme também chutou para o gol e Maxi Rodriguez aproveitou o rebote para marcar, mas o gol foi anulado pelo árbitro.

O que poderia ser apenas uma empolgação de estréia, ficou confirmado na goleada sobre Sérvia e Montenegro. Segundo o Datafolha, Riquelme recebeu 100 bolas e deu 93 passes certos, para apenas três errados. Ainda participou do gol de Crespo, o segundo e um dos mais bonitos na vitória pro 6 a 0. Fez chover. E, com mérito de sobra, foi eleito o melhor em campo pela Fifa.

Contra a Holanda, quando o técnico José Pekerman resolveu testar alguns reservas, Riquelme continuou titular. Aos 27min do primeiro tempo, cobrou falta rasteira que desviou na zaga e bateu na trave.

A inspiração continou a ser mostrada contra os mexicanos, nas oitavas-de-final. Riquelme cobrou o escanteio que resultou em um gol de Crespo.

Nas quartas-de-final, a anfitriã Alemanha já sabia o risco que o meio-campista representava. Por isso, com forte marcação, conseguiu conter um pouco o embalo do argentino. Mas não o suficiente para pará-lo. No início do segundo tempo, Riquelme cobrou escanteio para Ayala mandar, de cabeça, para o gol.

Os argentinos seguraram a vitória por meia hora, mas acabaram cedendo o empate e depois, perdendo nos pênaltis.

Mas Riquelme provou, na Copa, que a aposta de Pekerman foi mais do que acertada. Ele conhecia o meia das categorias de base e deu espaço para ele a partir de 2004, quando assumiu o cargo de Carlos Bielsa.

Com Pekerman, Riquelme virou a principal peça da seleção argentina. Sua atuação na vitória de 3 a 1 sobre o Brasil em 2005, pelas eliminatórias, foi brilhante.

Seu talento já teria ajudado bastante a Argentina na Copa passada, se o técnico Marcelo Bielsa não tivesse dispensado seus serviços. Nem mesmo para a reserva Riquelme foi convocado.

Na verdade, Riquelme chegou a estar entre os convocados antes da Copa de 1998, enfrentando a Colômbia num amistoso. Mas também não foi para o Mundial.

Apesar de ter sido campeão mundial sub-20 em 1997, naquela época ele ainda não tinha tanta experiência nem tinha mostrado todos os seus truques. Portanto, ninguém protestou quando o técnico Daniel Passarella deixou Riquelme de fora da convocação final para a Copa da França.

Quatro anos atrás, a situação era diferente. Riquelme já era um ídolo do Boca Juniors. Com seus dribles imprevisíveis e gols decisivos, o meia levou o time à conquista de duas Libertadores e um Mundial Interclubes.

Mesmo assim, Bielsa o deixou fora da convocação de 2002. O técnico reconsiderou sua posição depois do fracasso na Copa, quando a Argentina foi eliminada ainda na primeira fase. Bielsa chegou a convocar o algumas vezes nas eliminatórias da Copa de 2006.

A chegada de Pekerman escancarou as portas ao jogador, considerado um dos mais promissores do grupo dos novos "Maradonas".

Os primeiros passos de Riquelme, o "Topo Gigio" (boneco da TV italiana que fez sucesso em todo o mundo, inclusive no Brasil, nos anos 60 e 70) no futebol foram nas categorias de base do Argentinos Juniors - coincidência ou não, o mesmo clube em que surgiu Maradona.

Em 1996, ainda sem ter jogado pelos profissionais, Riquelme encantou Mauricio Macri, presidente do Boca Juniors, que fez questão de assinar um contrato com a grande promessa.

A estréia de Riquelme em La Bombonera aconteceu em 11 de novembro de 1996, diante do Unión de Santa Fé.

As suas exibições, entre elas a da vitória sobre o Real Madrid na conquista do Mundial Interclubes, em 2001, chamaram a atenção de vários clubes europeus.

Se Bielsa desprezou Riquelme em 2002, o mesmo não se deu com o Barcelona da Espanha, que contratou Riquelme naquele ano por 25 milhões de euros.

O seqüestro de seu irmão Cristian Riquelme e a crise econômica que assolava o país foram determinantes para a decisão do jogador.

Porém, ele não foi tão exuberante no clube catalão e, em 2003, foi emprestado para o pequeno Villareal. Então, voltou a jogar bem e ajudou o clube a se classificar para Liga dos Campeões da Europa, em 2005. O time alcançou as semifinais do torneio em 2006.

   
 

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