Nascimento:
22/09/1978, em Smithfield
Peso: 76 kg
Altura: 1,80 m
Posição: meia-atacante
Clubes: Leeds-ING (1995 a 2003), Liverpool-ING (2003 a 2006)
Títulos: nenhum
Copas: 1 (2006)
Mesmo sem ter jogado todas as partidas, o meia Harry Kewell foi o melhor jogador da Austrália na Copa do Mundo. E ele nem chegou à Alemanha com 100% de suas condições.
O jogador do Liverpool sentia uma lesão na coxa, desde a vitória nos pênaltis na final da Copa da Inglaterra contra o West Ham, em maio, com jogo dramático.
Antes da estréia contra o Japão, vencida por 3 a 1 pelos australianos, Hiddink acreditava que Kewell não teria condição para jogar os 90 minutos, mas ele ficou em campo o tempo inteiro e foi o mais acionado - recebeu 43 bolas.
Sua melhor performance, porém, estava por vir. Após ter entrado apenas no segundo tempo no segundo jogo, contra o Brasil, foi fundamental para a classificação australiana às oitavas-de-final, na partida decisiva, contra a Croácia.
Além de comandar as jogadas do ataque australiano, fez o gol de empate que assegurou a permanência de sua equipe na competição. Foi eleito pela Fifa o melhor do jogo.
A apresentação de gala, no entanto, foi a última do meia na Copa da Alemanha. Um ataque de gota, doença provocada por excesso de ácido úrico no organismo e que se caracteriza por ataque inflamatórios dolorosos, o deixou sem condições para enfrentar a Itália e ele foi substituído por Wilkshire.
Sem Kewell, considerado um dos seus principais jogadores, a Austrália não conseguiu suportar a pressão italiana e acabou derrotada por 1 a 0, com um gol de pênalti aos 50min do segundo tempo.
A classificação da Austrália para a Copa do Mundo teve um gosto muito especial para Kewell. A partida contra o Uruguai, que deu a vaga à Austrália nos pênaltis, foi a terceira tentativa de Kewell para jogar uma Copa do Mundo.
Além disso, o meia participou da jogada que terminou com o único gol do jogo, que deu a vitória aos "Socceroos". Na disputa por pênaltis (os uruguaios venceram o primeiro jogo pelo mesmo placar) ele converteu sua cobrança.
Quatro anos antes, Kewell estava em campo quando o mesmo Uruguai acabou com o sonho australiano de disputar sua segunda Copa. E o seu primeiro gol com a camisa da Austrália, em 1997, aos 19 anos, foi justamente em um dos jogos que decidia uma vaga para a Copa da França, disputada no ano seguinte. Diante de estimados 120 mil torcedores do Irã, em Teerã, ele colocou a Austrália na frente. Os iranianos empataram.
No segundo jogo, aproximadamente 85 mil pessoas lotaram o Melbourne Cricket Ground e o viram fazer o segundo gol da Austrália. Com 2 a 0 no placar, a torcida já comemorava a classificação, mas o Irã empatou e tirou a vaga dos australianos.
Fora da seleção, sua vida é muito parecida com a dos outros jogadores da Austrália. Joga na Inglaterra há 11 anos. Mas entre seus compatriotas que conseguiram realizar o sonho de jogar no Campeonato Inglês, ele é o que mais se destacou.
Chegou ao Leeds em 1995, com 17 anos. Na temporada 1997/98 o atacante se tornou titular. Seus 15 gols em 1999/2000 o ajudaram a ser eleito o melhor jogador do Campeonato Inglês naquela temporada. Em 2002, Kewell ajudou o clube a chegar à semifinal da Liga dos Campeões.
Mas os problemas financeiros do Leeds o obrigaram a negociar seu principal jogador mesmo antes do fim de seu contrato.
Em 2003 ele começou sua trajetória no Liverpool. Era o começo também de uma série de contusões persistentes, no tornozelo e na virilha, que o afastariam constantemente dos gramados.
Mesmo assim, foi eleito o melhor jogador da Oceania em 2004 e, no ano seguinte, participou da incrível reação do Liverpool diante do Milan (ITA) que deu ao clube o título da Liga dos Campeões.
A despeito do seu sucesso no futebol britânico, teve uma carreira irregular na seleção australiana também devido aos seus problemas de contusão. No jogo da classificação, contra o Uruguai, ele estava no banco.
Mas diante da pressão uruguaia, o técnico Guus Hiddink resolveu sacar um defensor e colocou Kewell em campo. Três minutos depois, ele participou da jogada que terminaria no gol da Austrália.
A partir daí, vem sendo apontado por Hiddink como titular da seleção.
SELEÇÕES