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Dindané



Aruna Dindané

Reuters

Nascimento: 
26/11/1980, em Marcory

Peso: 68 kg

Altura: 1,73 m

Posição: Atacante

Clubes: ASEC Mimosas-CMA (1999 a 2000), Anderlecht-BEL (2000 a 2005), Lens-FRA (2005 a 2006)

Títulos: Campeonato Belga (2001, 2004)

Copas: 1 (2006)

Dindané foi o segundo artilheiro da Costa do Marfim nas eliminatórias para a Copa, com sete gols, dois a menos que a estrela Drogba. Na Alemanha, contudo, ele deixou o capitão para trás, marcando dois gols e empatando o jogo contra Sérvia e Montenengro, o último da primeira fase. Depois disso, os marfinenses viraram o placar e se despediram do Mundial com uma vitória por 3 a 2.

O atacante foi eleito pela Fifa o melhor em campo, com motivos de sobra, já que ele participou dos momentos decisivos da partida.

Logo no início do confronto, chocou-se com o sérvio Krstajic, que acabou sofrendo uma fratura no braço. Aos 35min do primeiro tempo, cobrou duas vezes o pênalti marcado para a seleção marfinense. O árbitro mandou voltar a primeira cobrança - que havia sido convertida - por invasão na pequena área. Na segunda, voltou a chutar com categoria, do lado esquerdo do goleiro, para descontar, já que o placar até então mostrava 2 a 0 para os sérvios.

No final da primeira etapa, sofreu falta dura de Nadj, que levou o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo, deixando o time de Sérvia e Montenegro com um a menos na partida.

Para terminar o serviço, aos 22min do segundo tempo, Dindané recebeu na área e, sem marcação, tocou de cabeça para marcar seu segundo gol. Kalou garantiria o terceiro pouco depois.

O jogo contra Sérvia e Montenegro foi o primeiro em que Dindané já entrou como titular, depois de atuar apenas no segundo tempo das partidas anteriores. Contra a Argentina, ele substituiu o meia Kalou, e contra a Holanda, entrou no lugar de Baky Koné, autor do único gol marfinense na partida que terminou em 2 a 1 para os holandeses. Não por falta de empenho de Dindané, que tentou várias vezes chegar ao gol adversário.

A Costa do Marfim foi eliminada, mas Dindané deixou uma boa impressão, confirmando o que já tinha mostrado nas eliminatórias, quando marcou cinco gols e mostrou habilidade no passe. Um exemplo foi o jogo crucial contra Camarões, que os marfinenses perderam por 3 a 2. Mesmo com o placar desfavorável, o atacante deu o passe para o primeiro gol de Drogba e sofrendo a falta que foi cobrada e convertida pelo colega.

O público de seu país reconhece sua importância para a seleção. Tanto que fez uma dança para Dindané, chamada "DineDaaané", repetindo o que haviam feito também para homenagear Drogba.

Dindané começou no futebol jogando nas vielas da favela de Abjamé, onde morava quando criança. Sétimo filho de uma família de dez irmãos, ele entrou aos 14 anos para o Les Inconditionnels, uma equipe regional. Em um jogo contra a academia ASEC, formadora de talentos marfinenses, foi observado pelo então técnico Jean-Marc Guillou, que o levou para seu grupo.

Chegou à equipe principal em 1999 e já no ano seguinte conseguiu sua primeira oportunidade no exterior, pois, além da boa campanha no ASEC, Dindané também se destacou na seleção durante as Olimpíadas de Sydney em 2000. O desempenho o levou para o Anderlecht, da Bélgica.

Enquanto se desenvolvia no clube, o atacante buscava espaço na seleção. O que não foi nada fácil. Nos primeiros anos, teve uma atuação apenas regular e esquentou o banco da seleção na disputa da Copa Africana de Nações de 2002, quando a Costa do Marfim foi a última colocada entre os 16 países competidores.

A redenção veio no ano seguinte, ao menos na Bélgica. Ele marcou 15 gols em 25 partidas, sendo premiado como o melhor jogador africano do Campeonato Belga.

Na temporada seguinte, manteve a regularidade e foi eleito o melhor jogador da competição. Em cinco temporadas no clube, marcou 50 gols em 132 jogos, ajudando o Anderlecht a conquistar dois títulos nacionais.

O ano de 2005 começou mal para o jogador, que teve de deixar por alguns dias a disputa da Copa das Nações por causa da morte de uma de suas filhas gêmeas de 5 anos.

Mas ele também recebeu boas notícias, como a transferência para o Lens, da França, em junho. A contratação teve o aval do técnico da seleção da Costa do Marfim, o francês Henri Michel.

   
 

SELEÇÕES

4-4-2

Área

322.460 km²

População

17.298.040 hab.

Idioma

Francês

Capital

Yamoussoukro

Moeda

Franco CFA