Nascimento:
11/03/1978, em Abidjan
Peso: 74 kg
Altura: 1,88 m
Posição: Atacante
Clubes: Levallois-FRA (1993 a 1998), Le Mans-FRA (1998 a 2002), Guingamp-FRA (2002 a 2003), Olympique de Marselha-FRA (2003 a 2004), Chelsea-ING (2004 a 2006)
Títulos: Campeonato Inglês (2005, 2006), Copa da Liga Inglesa (2005)
Copas: 1 (2006)
A maior estrela da seleção da Costa do Marfim também está entre os maiores jogadores de futebol do mundo. Didier Drogba ficou em décimo lugar na eleição do melhor do ano pela Fifa, em 2005.
Filho de bancários, ele nasceu em Abidjan, mas foi levado para a França aos 5 anos pelo tio Michel Goba, que era jogador profissional de futebol no Brest.
Para levá-lo de casa, o parente teve de prometer aos pais que Drogba não deixaria a escola. Ele ficou três anos na Europa e voltou para seu país aos 8 anos.
Mas a crise econômica da Costa do Marfim, em 1989, fez seus pais perderem o emprego e decidirem que era melhor o filho voltar para a França.
Em um clube de Dunquerque, no norte da França, Drogba começou como zagueiro, jogando pela esquerda, mas a função desagradava seu tio, que sempre dizia que apenas os atacantes ficavam conhecidos. O sobrinho seguiu o conselho e avançou para a posição de meia-atacante.
Aos 13 anos, ele mudou de cidade, indo morar em Vannes, onde ingressou no clube local homônimo.
Seus pais também se mudaram para lá e puderam aplicar um corretivo no filho quando ele repetiu de ano na escola: proibiram-no de jogar futebol por um ano e o mandaram morar com o primo em Poitiers.
Apenas aos 15 anos ele entrou novamente para um clube, ao assinar com o Levallois, num subúrbio de Paris. Na época, o marfinense morava com seu primo Olivier Tebily, que hoje defende o Birmingham City.
No Levallois, Drogba logo se destacou pela equipe sub-17, marcando 30 gols em duas temporadas. Aos 18 anos, foi promovido para a equipe principal, que disputava a segunda divisão.
Nessa fase, era um atleta dedicado mas rebelde e muitas vezes não acatava as ordens do treinador que, com isso, o deixava no banco. Ele jogou pouco, mas acabou fraturando o pé durante uma partida.
O problema não impediu que a diretoria do Le Mans percebesse seu potencial e decidisse treiná-lo. Na época, ele foi sondado pelo Paris Saint-Germain, mas preferiu aprender um pouco mais na segunda divisão, com o Le Mans.
Em sua segunda temporada no clube, voltou a sofrer uma lesão. Desta vez, foi o Guingamp que resolveu apostar no jogador. Assim, no começo de 2002, Drogba foi para a primeira divisão.
Em sua única temporada completa na equipe, em 2002/03, ele ajudou o Guingamp a terminar o Campeonato Francês em 7º lugar, o melhor resultado da história do clube.
Chegou então a hora de ir para um clube grande e ele fechou com o Olympique de Marselha. Em sua única temporada no time, ajudou o clube a chegar à final da Copa da Uefa 2003/04. Ficou com o vice, depois de perder para o Valencia, mas foi eleito o melhor jogador do ano na França.
O Chelsea, da Inglaterra, tratou de contratar Drogba e não mediu esforços financeiros para isso, desembolsando 24 milhões de libras (cerca de R$ 91 milhões).
Foi a aquisição mais cara da história do Chelsea e a segunda mais cara de um atacante na história do futebol inglês, atrás apenas dos 27 milhões (aproximadamente R$ 142 milhões) pagos pelo Manchester United por Wayne Rooney.
Sua primeira temporada na equipe inglesa foi atrapalhada por problemas físicos que o deixaram dois meses fora dos gramados. Apesar do afastamento, Drogba foi o segundo colocado em média de gols por minuto jogado, atrás apenas de Thierry Henry. O marfinense marcou 16 gols em 40 jogos, mas não escapou das críticas de que é irregular.
Com ou sem regularidade, ele ajudou o Chelsea a levar o título nacional depois de 50 anos e também foi importante na campanha da Liga dos Campeões, chegando às semifinais.
Na temporada 2005/06, Drogba não ficou livre das polêmicas, sendo acusado de ter colocado a mão na bola antes de marcar seu segundo gol na vitória por 2 a 0 sobre o Manchester City.
Herói em seu país de origem, mesmo nunca tendo jogado em um time nacional, Drogba é conhecido por sua força e facilidade com as bolas aéreas na pequena área. Ele foi peça-chave na inédita classificação da Costa do Marfim para a Copa do Mundo.
Capitão dos "Elefantes", como a seleção é conhecida, foi artilheiro da equipe nas eliminatórias, com nove gols. Em toda a zona africana, ficou atrás apenas de Emmanuel Adebayor, de Togo, que marcou 11 vezes.
Drogba estreou pela seleção em 2002, mas naquela época estava mais preocupado com sua atuação no Olympique de Marselha, que tinha muito mais relevância do que o time da Costa do Marfim.
A situação mudou em fevereiro deste ano e Drogba liderou o grupo até a final da Copa das Nações da África, marcando o pênalti decisivo das quartas-de-final contra Camarões e anotando o único gol da semifinal contra a Nigéria.
No entanto, a final acabou com vitória do Egito por 4 a 2 nos pênaltis, depois do tempo normal terminar sem gols. E Drogba perdeu uma das cobranças.
Para a Copa, ele mesmo prometeu um desempenho convincente junto com seus compatriotas. E cumpriu a promessa, ao menos em grupo. Porque, individualmente, o técnico Henri Michel considerou a atuação do atacante "abaixo do esperado".
Não foi o que se viu em todas as partidas da seleção. Na estréia, contra a Argentina, Drogba marcou um gol e obteve a melhor nota pela enquete do UOL Esporte: 8.
No segundo jogo, contra a Holanda, o desempenho caiu bastante, e Drogba deu nove passes errados e apenas um chute a gol. Ainda levou seu segundo cartão amarelo no Mundial, o que o deixou fora da partida de despedida, contra Sérvia e Montenegro.
Com Drogba inspirado ou não, dentro ou fora de campo, a Costa do Marfim conquistou muitos fãs depois desta Copa, por mostrar garra em todas as partidas. O capitão acompanhou do banco o último jogo e a primeira vitória da seleção. Comemorou muito e disse que o time tem potencial, mas precisa buscar consistência para disputar outros torneios internacionais.
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