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Cañizares



José Santiago Cañizares Ruíz

Reuters

Nascimento: 
18/12/1969, em Madri

Peso: 78 kg

Altura: 1,81 m

Posição: Goleiro

Clubes: Real Madrid (1988-1989), Castilla (1989-1990), Elche (1990-1991), Merida (1991-1992), Celta (1992-1994), Real Madrid (1994-1998), Valencia (1998-2006)

Títulos: Olimpíadas (1992), Campeonato Espanhol (1995, 1997, 2002 e 2004), Supercopa da Espanha (1997 e 1999), Liga dos Campeões (1998), Copa do Rei (1999), Supercopa Européia (2004) e Copa da Uefa (2004)

Copas: 3 (1994, 1998 e 2006)

Aos 36 anos, o goleiro Santiago Cañizares foi o jogador mais experiente da seleção espanhola na Alemanha. E o veterano de duas Copas, enfim, disputou contra a Arábia Saudita sua primeira partida no Mundial -esteve sempre à sombra do titular Zubizarreta, jogador que mais vestiu a camisa da "Fúria" na história.

Natural de Madrid, Cañizares começou a jogar futebol no colégio Severo Ochoa, de Puertollano, e logo entrou nas equipes de base do Real Madrid, onde se profissionalizou em 1988. Sem espaço no time principal, foi emprestado para outros clubes a fim de ganhar experiência. Disputou as três temporadas seguintes na segunda divisão do Campeonato Espanhol por três clubes diferentes (Castilla, Elche e Merida).

Em 1992, voltou a aparecer na elite do futebol do país, agora defendendo as cores do Celta de Vigo, e participou da equipe campeã olímpica nos Jogos de Barcelona. Em novembro do ano seguinte, estreou na seleção principal da Espanha contra a Dinamarca, substituindo Zubizarreta em jogo que definiu a classificação do país para o Mundial dos EUA (vitória por 1 a 0).

Mais maduro, Cañizares se consolidava como um dos principais goleiros do país, por isso ganhou uma chance de retornar ao Real Madrid no início da temporada 1994/1995. Permaneceu na equipe que o revelou por mais quatro anos, período em que ganhou vários títulos importantes, entre eles dois Campeonatos Espanhóis e uma Liga dos Campeões, e defendeu a Espanha na Eurocopa (1996).

Em 1998, trocou o Real Madrid pelo Valencia, onde se tornou um dos maiores ídolos da torcida local. Comandando com segurança a defesa da equipe, Cañizares foi um dos pilares da melhor fase da história do clube valenciano, que ganhou dois títulos do Espanhol (2002 e 2004) e uma Copa da Uefa (2004), além de chegar a duas finais da Liga dos Campeões (2000 e 2001).

O goleiro estava na seleção que caiu nas quartas-de-final da Eurocopa de 2000, derrotada pela campeã França, e só não foi ao Mundial da Ásia por causa de um episódio, no mínimo, curioso. Em grande fase, Cañizares era o favorito para ser titular, já que Casillas ainda era considerado jovem demais.

Às vésperas do torneio, porém, ele derrubou um frasco de perfume no chão e sofreu um corte profundo no pé, razão pela qual acabou cortado pelo técnico Jose Antonio Camacho. Até hoje, o episódio gera especulações entre os espanhóis. A mais picante - e maldosa - delas diz que Cañizares estava tendo relações homossexuais em seu quarto de hotel e se machucou ao tentar fugir pela janela ao ser surpreendido.

Substituto de Camacho depois da Copa, Luis Aragonés o escalou como titular em sua primeira partida como técnico da Espanha, em amistoso diante da Venezuela. Mas o treinador logo devolveu o posto a Casillas, titular na Eurocopa de 2004, e colocou Reina como seu reserva imediato.

Quando Cañizares já dava por encerrada sua carreira na seleção, Aragonés mudou de idéia. Diante do excelente desempenho da defesa do Valencia, a menos vazada do Campeonato Espanhol 2005/2006, o treinador garantiu a convocação do experiente goleiro.

   
 

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