Nascimento:
24/06/1978, em Badalona
Peso: 74 kg
Altura: 1,76 m
Posição: meia-atacante
Clubes: Barcelona B (1997-1999), Valladolid (1999-2000), Toledo (1999-2000), Tenerife (2000-2001), Valladolid (2001-2002), Atlético de Madri (2002-2003), Barcelona (2003-2004), Liverpool-ING (2004-2006)
Títulos: Liga dos Campeões (2005), Supercopa Européia (2006), Copa da Inglaterra (2006)
Copas: 1 (2006)
Herói da classificação espanhola para a Copa do Mundo de 2006 - marcou três gols na vitória por 5 a 1 sobre a Eslováquia na primeira partida da repescagem das eliminatórias européias -, Luis García é um dos meias ofensivos preferidos do técnico Luis Aragonés.
Tanto que começou a Copa como titular, ao lado de David Villa e Fernando Torres no ataque. Mas depois de dois jogos acabou sendo preterido pelo treinador, indo parar no banco de reservas.
Habilidoso com a bola nos pés, ele chuta bem com as duas pernas, o que o torna um jogador perigoso atuando tanto pelas pontas do campo como no serviço aos atacantes. Apesar da baixa estatura, tem boa impulsão e sabe fazer gols de cabeça.
Na seleção espanhola, Luis García é escalado mais recuado, jogando ao lado do companheiro de clube Xabi Alonso, tendo como função primordial armar as jogadas para as conclusões de Fernando Torres e Raúl.
No Liverpool, ele construiu uma reputação de craque, mas é freqüentemente criticado por sua "tendência" de perder a bola em posições perigosas. Por sua fragilidade física em comparação aos defensores ingleses, ganhou o apelido jocoso de "baby". García levou na brincadeira e, após o nascimento de seu primeiro filho Joel, passou a comemorar seus gols chupando o dedo.
Sua carreira começou nas categorias de base do Barcelona e logo passou à equipe B do clube catalão, mas demorou a ser aproveitado no time principal. Foi emprestado para o Valladolid e repassado ao Toledo na temporada 1999-2000. No ano seguinte, defendeu o Tenerife, ajudando o clube a subir para a primeira divisão.
Jogou ainda no Valladolid e no Atlético de Madri antes de retornar ao Barcelona, onde ficou apenas uma temporada (2003-2004). Em agosto de 2004, o técnico Rafa Benítez, com quem havia trabalhado no Tenerife, convenceu o Liverpool a pagar pouco mais de 8,5 milhões de euros para levá-lo à Inglaterra.
Contratado inicialmente como solução barata para a saída do senegalês El Hadji-Diouf, Luis García logo provou que era mais do que um simples substituto e se tornou peça fundamental no esquema ofensivo do Liverpool. Em sua primeira participação no Campeonato Inglês, ele marcou oito gols, entre eles o da vitória no dérbi local contra o Everton.
Foi igualmente decisivo na campanha do time na Liga dos Campeões da Europa, fazendo gols importantes nos duelos contra Juventus e Chelsea nos "mata-matas" do torneio, que os ingleses venceram após baterem o Milan nos pênaltis na grande final.
No Mundial interclubes, García chegou a marcar um gol de cabeça sobre o São Paulo, mas o árbitro anulou, alegando impedimento. Com isso, o time brasileiro conseguiu manter o resultado de 1 a 0 e conquistar o título.
As grandes atuações no futebol inglês levaram Luis García à seleção espanhola. Sua estréia aconteceu em março de 2005, em amistoso contra a China, que a "Fúria" venceu por 3 a 0. Desde então, disputou mais seis partidas pela equipe, anotando três gols - justamente os que garantiram a Espanha na Copa.
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