Nascimento:
27/06/1977, em Madri
Peso: 73 kg
Altura: 1,80 m
Posição: atacante
Clubes: Real Madrid (1992-2006)
Títulos: Campeonato Espanhol (1995, 1997, 2001 e 2003), Supercopa da Espanha (1997, 2001 e 2003), Liga dos Campeões (1998, 2000 e 2002), Supercopa da Europa (2002), Mundial Interclubes (1998 e 2002)
Copas: 3 (1998, 2002 e 2006)
Maior artilheiro da história da seleção da Espanha, o atacante Raúl é uma lenda viva do futebol de seu país. Pelo Real Madrid, único clube que defendeu durante toda a carreira profissional, conquistou todos os títulos possíveis e imortalizou a camisa 7.
Entretanto, mesmo com este currículo, ele começou a Copa do Mundo de 2006 na reserva. Nos dois primeiros jogos, Raúl esquentou o banco, entrando apenas no segundo tempo. Contra a Tunísia, ainda conseguiu marcar um gol, iniciando a virada espanhola.
A primeira chance de Raúl ser titular da Espanha no Mundial da Alemanha surgiu apenas no terceiro jogo, contra a Arábia Saudita, quando a "Fúria" já estava classificada para o mata-mata. Nas oitavas-de-final, diante da França, Raúl voltou a ser titular, mas teve uma atuação fraca e acabou sendo substituído.
Raúl nasceu no subúrbio de Villaverde Alto, em Madri. Depois de dar os primeiros passos no San Cristóbal de Los Angeles, o garoto foi para as categorias de base do Atlético de Madri aos 13 anos de idade, levado pelo pai, fanático torcedor alvirrubro.
Ele logo mostrou seu talento e ganhou o título nacional sub-15. Mas o clube vivia um momento de dificuldades financeiras, e o presidente Jesus Gil y Gil decidiu acabar com as categorias de base em um esforço para economizar dinheiro. Com essa medida, o dirigente entregou o jovem craque de bandeja ao arqui-rival Real Madrid.
E o sucesso dele no novo time não demorou a aparecer. Raúl começou a temporada 1994/1995 na equipe C, marcando 13 gols em seus sete primeiros jogos. Já em outubro, o técnico Jorge Valdano promoveu o talentoso atacante. Aos 17 anos e quatro meses, ele se tornou o mais jovem jogador a vestir a camisa do Real Madrid.
Em 28 partidas no seu primeiro Campeonato Espanhol, Raúl marcou nove gols, um deles no clássico contra o Atlético, seu ex-time. Acabou a temporada como campeão nacional pela primeira vez na carreira.
Mas Raúl logo descobriria a sina de sua vida: vitorioso no clube, fracassado na seleção. Sua primeira convocação para a "Fúria" foi em outubro de 1996, quando estreou em um empate por 0 a 0 com a República Tcheca.
Dois anos depois, em 1998, Raúl foi um dos comandantes do Real Madrid nas conquistas da Liga dos Campões da Europa e do Mundial interclubes. A grande decepção, como sempre, foi a participação da Espanha na Copa da França. Raúl marcou apenas um gol, na derrota para a Nigéria, e os espanhóis ficaram na primeira fase.
Em 1999, o atacante foi o maior artilheiro do Campeonato Espanhol - feito que repetiria novamente em 2001 - , mas não conseguiu evitar o título do Barcelona. No ano seguinte, voltou a levar o Real Madrid ao título europeu e a se decepcionar com a seleção. Na Eurocopa, viu a Espanha ser eliminada pela França nas quartas-de-final.
A seqüência de conquistas pelo clube merengue continuou com o Espanhol, em 2001, e outra Liga dos Campeões e outro Mundial interclubes, em 2002. Com um de seus maiores clubes dominando o cenário internacional, a Espanha chegou à Copa da Ásia como candidata ao título.
Na primeira fase, Raúl marcou três gols, a "Fúria" venceu seus três jogos e se classificou em primeiro lugar. Nas oitavas, o time espanhol passou pela Irlanda em uma emocionante disputa por pênaltis. Mas a "maldição" voltou nas quartas, quando a Espanha teve dois gols legítimos anulados e caiu nos pênaltis diante da Coréia do Sul.
Com a aposentadoria de Fernando Hierro após o Mundial, Raúl passou a ser o capitão da seleção espanhola. Seus dias de glória terminaram em 2003, quando faturou o Campeonato Espanhol e a Supercopa de Espanha, os últimos títulos da carreira do jogador.
A partir daí, tanto o Real Madrid como Raúl entraram em uma má fase que parece não ter fim. Jogando mal e marcando poucos gols, o capitão passou a ser o alvo preferido das críticas da imprensa e da torcida, inconformados com a falta de conquistas tanto no clube como na seleção.
A situação só piorou depois da Eurocopa de 2004, quando a Espanha voltou a ser eliminada logo na primeira fase, e Raúl passou em branco. Atrapalhado por uma série de contusões, o jogador perdeu a condição de titular no time "galáctico" do Real e teve até sua convocação para o Mundial da Alemanha contestada.
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