Nascimento:
10/05/1974, em Neuilly-Sur-Marne
Peso: 78 kg
Altura: 1,74 m
Posição:
atacante
Clubes: Rennes (1991 a 1997); Bordeaux (1997 a 2000); Arsenal-ING (2000 a 2004); Lyon (2004 a 2006)
Títulos: Copa das Confederações (2001 / 2003); Campeonato Francês (1999 / 2005 / 2006); Campeonato Inglês (2002 / 2004); Copa da Inglaterra (2002 / 2003)
Copas: 1 (2002 e 2006)
Wiltord despontou para o futebol mundial na semifinal da Eurocopa de 2000, um ano após ser eleito o melhor jogador francês. Os portugueses venciam a partida por 1 a 0 até os 44 minutos do segundo tempo, quando o atacante fez o gol que levou o jogo para a prorrogação. No tempo extra, Trezeguet anotou o tento que colocou os franceses para a decisão diante da Itália, vencida pelo mesmo placar.
O gol salvador rendeu a Wiltord um contrato com o inglês Arsenal, no mesmo ano. No time da Inglaterra, o atacante ganhou prestígio e, em sua primeira temporada, marcou 15 gols.
Os seis gols que marcou na Copa da Inglaterra renderam a Wiltord ainda a artilharia da competição. Pela seleção, conquistou ainda a Copa das Confederações por duas vezes, em 2001 e 2003.
No Mundial da Ásia, em 2002, o jogador foi titular nas três partidas da França, eliminada na primeira fase. Após a decepção, Wiltord acabou também perdendo espaço no Arsenal.
Foi então que o Lyon, melhor time francês da última década, resolveu apostar em seu futebol. Ao lado de jogadores como o brasileiro Juninho Pernambucano e de outros atletas da seleção, Wiltord resgatou a auto-estima e reencontrou o melhor de seu jogo. Como titular, conquistou os títulos do Campeonato Francês dos últimos dois anos.
Wiltord começou a carreira como atacante fixo na área, jogando de costas para o gol. No Arsenal, principalmente, passou a ocupar a faixa direita do setor ofensivo, buscando mais o jogo. É desta forma que o atacante atua hoje no Lyon.
O atacante tem fama de polêmico. Em 1997, descontente por ficar no banco de reservas, abandonou o Rennes no meio da temporada. No Bordeaux, teve problemas semelhantes, mas chegou a um consenso com a diretoria, que na seqüência o negociou para o Arsenal. Outra de suas características é a aversão à imprensa. O jogador raramente concede entrevistas.
No Mundial da Alemanha, Wiltord foi titular na primeira partida (empate sem gols contra a Suíça). No restante da competição foi reserva, mas substituiu Henry ou Malouda em todos os jogos.
Apesar de não atuar por muito tempo nos confrontos, Wiltord deu dois passes para gol no torneio. O primeiro aconteceu no duelo contra a Coréia do Sul (1 a 1), o atacante lançou para Henry marcar para os franceses, que não balançavam as redes em Mundiais desde a final contra o Brasil em 1998 (3 a 0).
O outro foi um belo passe para Zidane, que recebeu na área, cortou Puyol e marcou o último gol da vitória por 3 a 1 sobre a Espanha pelas oitavas-de-final.
Na final contra a Itália, Wiltord substituiu Henry no final da prorrogação. Na decisão por pênaltis, fez o primeiro dos franceses, mas não foi o suficiente para impedir os adversários de levantarem a taça da Copa pela quarta vez na história.
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