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Zidane



Zinedine Zidane

AFP/Arte UOL

Nascimento: 
23/06/1972, em Marselha

Peso: 78 kg

Altura: 1,85 m

Posição: 
meia

Clubes: Cannes (1988 a 1992); Bordeaux (1992 a 1996); Juventus-ITA (1996 a 2001); Real Madrid-ESP (2001 a 2006)

Títulos: Supercopa Européia (1996); Mundial Interclubes (1996 / 2002); Campeonato Italiano (1997 / 1998); Copa do Mundo (1998); Eurocopa (2000); Liga dos Campeões da Europa (2002)

Copas: 2 (1998, 2002 e 2006)

Filho de pais argelinos, Zinedine Yazid Zidane é uma raridade no futebol. Eleito três vezes o melhor o mundo pela Fifa (1998, 2000 e 2003), é considerado o jogador mais completo da atualidade. Domina a bola como poucos, tem excelente visão de jogo, costuma deixar os atacantes na cara do gol, dribla bem e sabe chutar tanto colocado quanto com potência.

Zidane é apaixonado por futebol desde a infância. Passava os dias jogando nas ruas de Marselha. Quando não estava nas peladas, o passatempo preferido era assistir a seu ídolo, o meia uruguaio Enzo Francescoli, em ação pelo Olympique, seu time de coração.

O garoto do subúrbio passou por várias equipes da região, até despertar a atenção do pequeno Cannes, da primeira divisão do Campeonato Francês. Contratado em 1986, se desenvolveu tecnicamente no clube e, dois anos depois já estreava como profissional, com 16 anos de idade.

O período em Cannes, além de lapidar seu futebol, serviu para "Zizou" conhecer a futura esposa, Véronique, mãe de seus três filhos.

A grande chance veio em 1992, quando se transferiu para o Bordeaux, uma das equipes mais expressivas da França. No novo time, foi figura fundamental na boa campanha na Copa da Uefa de 1996, quando conquistou o vice-campeonato. Nesta altura, Zidane já era considerado um jogador especial e vários clubes "top" do futebol europeu passaram a assediá-lo. Além disso, conseguiu a primeira convocação para a seleção francesa, em agosto de 1994, para um amistoso contra a República Tcheca.

A italiana Juventus, equipe pela qual havia brilhado na década anterior o ídolo francês Michael Platini, contratou Zidane naquele mesmo ano. Na "Velha Senhora", o meia se transformou na principal estrela do clube, ao lado do italiano Del Piero. Conquistou dois títulos do Campeonato Italiano (1997 e 1998), além de um Mundial Interclubes (1996).

Curiosamente, na final do Mundial Interclubes de 1996, Zidane jogou contra seu antigo ídolo Francescoli, que defendia o campeão sul-americano River Plate. O francês acabou vitorioso e, no final do jogo, trocou de camisa com o veterano uruguaio.

A consagração definitiva de Zidane veio na Copa de 1998, disputada na França. Apesar da expulsão no segundo jogo da fase de classificação, na vitória por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita, o meia foi o melhor jogador da final na primeira conquista dos "Bleus".

A estrela de Zidane brilhou com intensidade na decisão contra o Brasil, quando marcou dois gols de cabeça. O fato curioso é que, antes daquele dia, o meia jamais havia marcado em jogadas aéreas.

Dois anos depois, Zidane ampliou o domínio da França no futebol Mundial com a conquista da Eurocopa, derrotando a Itália numa decisão dramática na Holanda.

Em 2001, em plena maturidade técnica, Zidane foi negociado da Juventus para o Real Madrid. O clube iniciava a chamada "fase galáctica", com a contratação de astros mundiais a cada ano, como Figo e, posteriormente, Ronaldo e Beckham.

Com os espanhóis, conquistou pela primeira vez a Liga dos Campeões, marcando um gol antológico na final contra o Bayer Leverkusen em 2002. No mesmo ano, levantou o Mundial Interclubes.

Desde então, Zidane vem alternando bons e maus momentos pelo Real Madrid, que engatou uma série negativa sem títulos que já dura três temporadas.

O astro francês havia se aposentado da seleção após o fracasso na Eurocopa de 2004, quando o time azul foi eliminado nas quartas-de-final pela Grécia.

Entretanto, em agosto do ano passado, Zidane e outros veteranos (Makelele e Thuram) anunciaram o retorno internacional para a disputa do Mundial da Alemanha.

A França chegou ao campeonato sem chamar muito atenção. Teve trabalho para passar da primeira fase e Zidane, assim como o resto da equipe, não conseguia desenvolver um bom futebol.

O camisa 10 recebeu cartões amarelos nos dois primeiros jogos (empates contra Suíça e Coréia do Sul) e ficou de fora do confronto contra Togo.

Retornou nas oitavas-de-final em grande estilo. Na vitória sobre a Espanha, o meia marcou o terceiro gols da França (3 a 1), curiosamente seu único com a bola rolando na competição.

Nas quartas, contra o Brasil (vitória francesa por 1 a 0), "Zizou" fez sua melhor apresentação, lembrando o jogador que havia encantado o mundo em 1998. Foi dele, inclusive, o cruzamento que originou o gol da classificação, de Henry. Com justiça, foi eleito o melhor em campo.

Contra Portugal pela semifinal (1 a 0), "Zizou" não apresentou um futebol brilhante, mas foi ele quem acertou a cobrança de pênalti aos 32 minutos do primeiro tempo que garantiu o time na decisão.

Tudo levava a crer que Zidane seria o grande nome do torneio. Na final contra os italianos, o jogador converteu um pênalti no início do primeiro tempo, mas os adversários empataram e, logo no início da prorrogação, o meia deu uma forte cabeçada no peito do zagueiro Materazzi ao ser provocado e foi expulso. Viu dos vestiários a vitória da Itália nos pênaltis.

Trágica despedida de um dos maiores jogadores das últimas décadas, que se aposentou do futebol após o Mundial. Se vale de consolo, Zidane foi eleito o melhor jogador do campeonato.

   
 

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