Nome:
Johan Cruyff
Nascimento:
25/04/1947, em Amsterdã
Posição: Meia-atacante
Clubes: Ajax (1964-1973), Barcelona-ESP (1973-1978), Los Angeles Aztecs-EUA (1979), Washington Diplomats (1980), Levante-ESP (1981), Ajax (1981-1983) e Feyenoord (1983-1984)
Títulos: Campeonato Holandês (1966, 1967, 1968, 1970, 1972, 1973, 1983 e 1984); Copa da Holanda (1967, 1968, 1970, 1972, 1973 e 1983); Copa dos Campeões da Europa (1971, 1972 e 1973); Supercopa Européia (1972 e 1973); Campeonato Espanhol (1974) e Copa do Rei (1978)
Copas: 1974 (vice-campeão)
Até os dez anos de idade, Cruyff mal podia andar. Devido a um defeito de formação nos pés, passou a infância preso a aparelhos ortopédicos. A vida do pequeno Cruyff começou a mudar quando sua mãe, viúva, foi trabalhar no Ajax como faxineira. Ela teve a brilhante idéia de colocar o menino para fortalecer as pernas jogando futebol nas categorias de base do clube. Nascia ali um monstro do futebol.
Na sua época, Cruyff era mais que todo mundo. Ninguém via o jogo como ele. Ninguém tinha tanta fome de bola. Rápido, preciso, driblador, bom no arremate e com um único objetivo: o gol adversário. Assinou seu primeiro contrato profissional aos 16 anos, pelo próprio Ajax. Aos 19, já estava na seleção holandesa. Estreou contra a Hungria, marcando o gol de empate aos 48 minutos do segundo tempo.
Rinus Michels, técnico do Ajax, foi o que melhor soube aproveitar as características de Cruyff. Fez com que todos os jogadores atuassem como o capitão, exercendo diversas funções em rodízio dentro campo. Foi uma revolução tática no futebol. Ela transformou o Ajax no maior clube da Europa. Transferida para a seleção pelo próprio Michels, deu ao país o segundo lugar na Copa de 74 - a grande frustração da carreira de Cruyff.
Antes disso, no entanto, Cryuff havia se transferido para o Barcelona, da Espanha. Venceu um Campeonato Espanhol (1974) e ganhou mais duas Bolas de Ouro como o melhor jogador da Europa (1973 e 1974, a de 1971 foi ainda nos tempos de Ajax).
Em 1978, a Holanda seria vice-campeã mundial de novo, mas ele não estava no time. Uns dizem que ele brigou com os dirigentes por causa de dinheiro. Outros, que teria boicotado a Copa por causa do regime ditatorial argentino. O fato é que Cruyff não jogou, e seu país perdeu outra grande chance de ganhar o título.
Cansado da perseguição dos zagueiros espanhóis, partiu para os Estados Unidos em 1978. Ficou lá durante dois anos e, depois de uma pequena escala na Espanha, voltou para a Holanda. Aos 37 anos, foi apontado como o melhor jogador do país e se aposentou por cima.
Começou então a carreira de técnico e repetiu a de jogador. Campeão holandês pelo Ajax, foi comandar o Barcelona. Com a equipe espanhola, faturou dois títulos espanhóis, uma Copa do Rei e uma Copa dos Campeões da Europa. Dirigiu o clube por nove anos e brigou com craques como Romário e Stoichkov. Um enfarte lhe custou duas pontes de safena e o abandono definitivo dos gramados. Passou a cuidar dos negócios e a comentar jogos esporadicamente.
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