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Shevchenko



Andriy Mykolayovych Shevchenko

Reuters

Nascimento: 
29/09/1976, em Dvirkivshchyna

Peso: 72 kg

Altura: 1,83 m

Clubes: Kiev (1994-1999), Milan-ITA (1999-2006)

Títulos: Campeonato Ucraniano (1995, 1996, 1997, 1998 e 1999), Copa da Ucrânia (1996 e 1998), Campeonato Italiano (2004), Liga dos Campeões (2003), Supercopa Européia (2004), Copa da Itália (2003) e Supercopa Italiana (2004)

Copas: 1 (2006)

Melhor jogador ucraniano de todos os tempos, Andriy Shevchenko é o recordista de gols pela seleção de seu país, com 28 em 63 partidas disputadas. Goleador implacável, ele tem como maiores virtudes a velocidade e o arremate preciso com ambas as pernas.

Shevchenko só defendeu dois clubes até hoje em sua carreira - o Dynamo Kiev e o Milan. Ele chegou ao clube da capital ucraniana em 1986, aos dez anos de idade, logo depois do desastre nuclear de Chernobyl.

A vila onde o jogador morava com sua família não ficava muito longe da usina. Por isso, eles estavam entre os milhares que tiveram de abandonar seus lares para escapar dos efeitos da radiação.

Buscando recomeçar a vida em outro lugar, o jovem Shevchenko fez um teste para entrar em uma escola esportiva em Kiev, mas não foi aprovado porque teria pés defeituosos.

A sorte do garoto mudou quando um olheiro do Dynamo o viu disputar um torneio amador. Shevchenko rapidamente se tornou a estrela dos times menores do clube e foi o artilheiro do time aspirante na temporada 1993-1994 com 12 gols.

O desempenho garantiu a ele um lugar no elenco principal para o campeonato seguinte. Ele estreou em outubro de 1994, na vitória do Dynamo por 3 a 1 sobre o Shakhtar Donetsk.

O primeiro gol no Campeonato Ucraniano veio dois meses depois, contra o Dnipro Dnipropetrovsk, na goleada de 4 a 2 do Dynamo. Foi o único dele no torneio, que marcaria o início de uma seqüência de cinco títulos nacionais do clube.

Mas a sua excepcional habilidade de marcar gols ficou evidente logo na temporada seguinte, em que Shevchenko fez 16 em 31 jogos, sendo o destaque do bicampeonato. Na campanha seguinte, o desempenho caiu um pouco (6 gols em 20 partidas), mas o Dynamo voltou a ser campeão.

A essa altura, Shevchenko já havia sido convocado para a seleção ucraniana, na qual estreou em março de 1995, em uma derrota por 4 a 0 para a Croácia, em Zagreb. Pouco mais de um ano depois, em maio de 1996, ele fez o primeiro de seus 28 gols pela seleção em uma derrota por 3 a 2 para a Turquia.

A grande "explosão" de Shevchenko aconteceu na temporada 1997-1998. Além dos 19 gols em 23 jogos no Campeonato Ucraniano, ele fez seis na boa campanha do Dynamo na Liga dos Campeões da Europa - três deles na surpreendente vitória por 4 a 0 sobre o Barcelona, no Camp Nou.

No ano seguinte, Shevchenko foi o artilheiro do Ucraniano com 18 gols, alcançando uma impressionante marca - cinco títulos em cinco participações no campeonato nacional. De quebra, o atacante levou o Dynamo à semifinal da Liga dos Campeões, perdendo somente para o Bayern de Munique.

O sucesso internacional fez dele o alvo preferido de alguns dos maiores clubes da Europa. Em 1999, o Milan foi mais esperto e pagou US$ 26 milhões pelo atacante, investimento que teve retorno instantâneo.

Logo na temporada de estréia, Shevchenko anotou 24 gols em 32 partidas, sendo o principal artilheiro do Campeonato Italiano. O ucraniano continuou balançando as redes nos dois anos seguintes - um total de 51 gols em 89 partidas -, mas o time novamente ficou sem títulos.

Nesse período, Shevchenko participou das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, mas apesar de seus dez gols na competição, a Ucrânia não conseguiu a vaga - perdeu para a Alemanha na repescagem.

As decepções ficaram para trás na temporada 2002-2003, quando o Milan foi campeão da Copa da Itália e da Liga dos Campeões. Curiosamente, Shevchenko atravessava um período de "seca" - fez só cinco gols no Italiano. Mesmo assim, converteu o pênalti decisivo na final da Liga contra a Juventus, tornando-se o primeiro jogador ucraniano a ser campeão europeu.

Embalados, Milan e Shevchenko emendaram outra temporada vitoriosa. Com 24 gols em 32 jogos, o atacante ucraniano foi o artilheiro do Campeonato Italiano pela segunda vez na carreira, levando o rubro-negro de Milão ao "scudetto" de 2003-2004.

Shevchenko fez também o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Porto na final da Supercopa Européia, e mais três em cima da Lazio na decisão da Supercopa da Itália. Diante de tantos feitos, veio o reconhecimento não demorou a chegar.

Ainda em 2004, Shevchenko foi eleito o melhor jogador da Europa, escolhido por Pelé como um dos 125 melhores de todos os tempos e premiado com o título de "Herói da Ucrânia" pelo então presidente Leonid Kuchma.

Mas a sorte começou a mudar de lado na temporada 2004-2005. Embora Shevchenko continuasse bastante inspirado (17 gols no Italiano e seis na Liga dos Campeões), o Milan teve de se contentar com dois vices. No europeu, estava vencendo o Liverpool por 3 a 0, mas cedeu o empate e perdeu nos pênaltis - com Shevchenko desperdiçando a última cobrança.

Para compensar os fracassos no clube, Shevchenko comemorou a classificação da Ucrânia para a primeira Copa do Mundo de sua história. Sabendo que essa podia ser sua última chance de jogar um Mundial, Shevchenko liderou o time nas eliminatórias (7 vitórias e 1 derrota em 12 rodadas), fazendo 6 dos 18 gols marcados pelo time.

Nos dois últimos anos, surgiram rumores de que o milionário russo Roman Abramovich teria feito propostas ao Milan para levá-lo ao Chelsea. A oferta, que começou em torno de 72 milhões de euros, já teria alcançado mais de 120 milhões, mas continua a ser recusada.

Com Shevchenko no time, o Milan continuou a ser protagonista das principais competições européias em 2005/2006. Chegou à semifinal da Liga dos Campeões, perdendo para o Barcelona (Shevchenko teve um gol mal anulado no jogo de volta), e disputou o título italiano com a Juventus até a última rodada.

Durante a preparação para a Copa do Mundo, Shevchenko decidiu sair do Milan e transferir-se para o inglês Chelsea após sete temporadas no clube italiano. De acordo com o atacante, a mudança foi uma decisão familiar.

Na Copa da Alemanha, Shevchenko seguiu o exemplo da maioria dos ídolos estrangeiros ao decepcionar os torcedores com seu desempenho na Copa. O jogador marcou um gol contra a Arábia Saudita e outro contra a Tunísia, mas mesmo assim não conseguiu se destacar.

Na decisão nos pênaltis contra a Suíça nas oitavas-de-final, o atacante perdeu a primeira cobrança. Mesmo assim, seu time se classificou para a fase seguinte.

Nas quartas-de-final, o jogador enfrentou seus ex-companheiros do Milan no jogo contra a seleção italiana. Na ocasião, Shevchenko mandou uma bola na trave após uma cabeçada.

   
 

SELEÇÕES

4-3-3

Área

603.700 Km²

População

46.710.816 hab.

Idioma

Ucraniano

Capital

Kiev

Moeda

Hrivna