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28/02/2006 - 10h00
Ronaldo e Adriano querem usar seleção para sair da má fase
Daniel Tozzi Enviado especial do UOL Em Moscou (RUS)
O ano de 2006, pelo menos até o momento, não tem sido dos melhores para a ala goleadora do "quarteto ofensivo" do Brasil. Ronaldo e Adriano vivem maus momentos em seus respectivos clubes na Europa e admitem a fase desfavorável. No entanto, confiam no ambiente de seleção para superar as dificuldades momentâneas.
Reuters Ronaldo e Adriano apostam no ambiente "favorável" da seleção para vencer a má fase Escalados para enfrentar a Rússia nesta quarta-feira em Moscou, na última partida amistosa antes da convocação definitiva para a Copa do Mundo, a dupla confia iniciar junta o processo de recuperação.
Contestado no Real Madrid, Ronaldo afirmou na última semana que não se sente querido pela torcida do clube espanhol. Mas o maior artilheiro da seleção em atividade confia que pode reverter o quadro atual com a ajuda do ambiente do grupo de Carlos Alberto Parreira.
"O ano tem sido difícil. Começou difícil. Pior do que está não dá para ficar. Tenho que ter seriedade no trabalho. Jogar pela seleção ajuda. É um outro ambiente", admite o atacante de 29 anos, que, atrapalhado por seguidas lesões, só jogou metade das 32 partidas do Real na temporada.
Adriano também não começou 2006 com o pé-direito. Herói das últimas conquistas da seleção, na Copa América (2004) e Copa das Confederações (2005), o atacante da Inter de Milão atravessa um longo jejum sem marcar gols na Itália.
| PELÉ CRITICA RONALDO |  O histórico de Pelé pela seleção o oferece a condição de tecer comentários sobre os grandes jogadores do país. Mas, de tempos em tempos, o maior artilheiro do Brasil em jogos internacionais acaba se indispondo com os craques do momento.
A edição desta terça do jornal Shanghai Daily, da China, traz declarações fortes do "Rei" a respeito de Ronaldo.
Na entrevista ao jornal da China, onde trabalha em evento como embaixador da Fifa, Pelé afirmou que Ronaldo se desconcentra no futebol com tantos problemas fora de campo. O ex-jogador descreveu a vida pessoal do astro do Real Madrid como "confusa". Leia mais | "Não comecei bem o ano. Mas são momentos que os jogadores passam. Acho que o ambiente de seleção acaba ajudando", comentou Adriano, que revelou que prefere ignorar as críticas recentes.
"Tento ficar o máximo tranqüilo, não pensando no que os jornalistas escrevem. Não costumo ler jornais nem quando estou em boa fase. Agora que não leio mesmo", completou o atacante da Inter de Milão, que só marcou duas vezes pelo seu time esse ano.
Entrosados na seleção, os dois atacantes também comentaram com reticência a possibilidade de um dia reeditarem a parceria por algum clube. No passado, cogitou-se que Adriano poderia reforçar o Real Madrid. Recentemente, especula-se o retorno de Ronaldo à Inter de Milão.
"Já temos a oportunidade de jogar juntos na seleção. Temos que aproveitar essa oportunidade. Não podemos prever o futuro", comentou Ronaldo.
"Temos essa oportunidade de jogar juntos pela seleção. O futuro não se sabe. Deixo acontecer naturalmente", declarou Adriano, em discurso entrosado com o parceiro de ataque na seleção.
Longe de Madri, Ronaldo ficou sabendo da renúncia de Florentino Pérez da presidência do Real. A saída do grande "protetor" do brasileiro no clube possivelmente influenciará no futuro do jogador. No entanto, o camisa 9 não quis refletir sobre o assunto publicamente.
"Foi uma surpresa. Triste, afinal foi ele que me trouxe para o Real. Mas a vida continua", afirmou. "Não tem ligação (sobre a saída de Florentino e sua continuidade no Real). Tenho contrato até 2008. Isso é a verdade", concluiu Ronaldo.
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