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23/05/2006 - 16h14

Parreira diz que ritmo e entrosamento ideais virão apenas na Copa

Daniel Tozzi e João Henrique Medice
Enviados especiais do UOL
Em Weggis (Suíça)
A falta de jogos visando à preparação para a Copa do Mundo leva o técnico Carlos Alberto Parreira a acreditar que a seleção brasileira atingirá o ritmo de jogo e entrosamento necessários para vencer o Mundial apenas durante a competição.

A seleção fez contra a Rússia, em 1º de março, seu único amistoso em 2006. A última partida oficial foi em outubro passado, contra a Venezuela, pelas eliminatórias. A situação será amenizada graças a dois jogos-treinos marcados para os próximos dias: um contra um combinado de Lucerna, em 30 de maio, na Basiléia, e outro diante da Nova Zelândia, dia 4 de junho, em Genebra.

"Esses dois jogos são apenas para dar ritmo", avaliou Parreira. "Vamos reforçar o entrosamento para que a gente adquira um ritmo ideal durante a Copa do Mundo", completou o técnico.

A situação vivida pela equipe que tenta o hexacampeonato contrasta com a vivida pelo grupo que conquistou o Mundial da Coréia do Sul e do Japão.

O então treinador Luzi Felipe Scolari dirigiu o time no ano da Copa seis vezes antes da estréia na competição. Desses amistosos, Felipão promoveu à seleção jogadores como Gilberto Silva e Kleberson, que formaram a dupla de volantes titular a partir das oitavas-de-final.

Em contrapartida, o time de Parreira está livre dos problemas clínicos que afligiram Scolari às vésperas do Mundial. Médico da seleção e também presente em 2002, José Luiz Runco disse na segunda-feira ter certeza que não terá nenhum problema similar aos que enfrentou na Copa passada - os casos de Ronaldo e Rivaldo, ambos com lesões no joelho, eram consideradas graves.

"Isso é altamente positivo e saudável, porque começamos o trabalho sem problemas de ordem médica", afirmou Parreira. "Agora é concentrar no físico, no técnico e no tático. Principalmente no tático", completou o treinador.

Apesar do curto tempo de preparação - a equipe estréia dia 13, contra a Croácia, em Berlim - e da falta de jogos para aprimorar o time, Parreira afirma que não considera qualquer outro resultado que não seja o hexacampeonato. "Não nos passa pela cabeça que não consigamos esse título mundial", frisou o treinador.

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