Os sinais que o técnico Carlos Alberto Parreira dá sobre uma possível mudança tática durante a Copa do Mundo tem um defensor dentro do próprio "quadrado mágico".
Reuters
Kaká foge da marcação de Robinho durante treino da seleção nesta quinta
Atleta mais exigido no esquema da seleção brasileira, o meia-atacante Kaká pensa que também não vale insistir na formação caso os resultados não apareçam na Alemanha.
"Não acho que tem que ser o mesmo esquema até o final", afirmou o ídolo milanista. "Pode ser que mude. Se não der certo de um jeito, vamos tentar de outro", completou.
Em suas últimas entrevistas antes do embarque para a Europa, Parreira garantiu a presença do "quadrado" na estréia contra a Croácia, dia 13, em Berlim. Mas não esconde que, se sentir a equipe exposta, o esquema pode cair ainda na primeira fase. Quer equilíbrio antes de qualquer coisa.
"Eu acho que (o time) é equilibrado. Deu certo, apesar de alguns falarem que, em alguns jogos, não estava todo mundo. Vamos ver até quando dá certo", avaliou Kaká.
O "todo mundo" ao qual o meia-atacante se refere são os titulares do quadrado. A única vez que eles atuaram juntos foi numa partida que nada havia em disputa. Em outubro de 2005, o Brasil goleou a Venezuela na última rodada das eliminatórias, quando já estava classificado.
Os momentos marcantes da formação sempre tiveram contribuição de um atleta considerado reserva. Na Copa das Confederações, o Brasil faturou o título ao golear a arqui-rival Argentina com Robinho no lugar de Ronaldo. A vaga nas eliminatórias veio contra o Chile, quando o ausente foi Ronaldinho Gaúcho.