Nem mesmo o trabalho físico individualizado e a base praticamente intocável por três anos colocarão a seleção brasileira no seu melhor nível para a estréia na Copa do Mundo, dia 13, contra a Croácia, em Berlim. E o quadro agrada a comissão técnica da seleção brasileira.
EFE
Parreira conversa com Gaúcho: técnico quer time no auge durante o Mundial
Nesta quinta-feira, após a segunda sessão de treinos do dia, o técnico Carlos Alberto Parreira não escondeu que trabalha para o Brasil estar no seu nível mais alto apenas durante a disputa na Alemanha, e não logo na abertura da primeira fase. "E nem tinha que estar. Quero que isso aconteça durante a competição", afirmou o treinador.
Os responsáveis pela parte médica e física preferem nem fazer prognósticos. "Não vou definir (momento) ápice, trabalhamos para que eles mantenham uma regularidade na competição", afirmou na quarta-feira o médico José Luiz Runco.
Apesar de alguns atletas não estarem 100% tecnicamente - caso de Ronaldo, que não atua desde o início de abril -, a principal preocupação é mesmo em relação à recuperação física dos atletas.
De acordo com os resultados dos exames médicos, foi montada uma programação de trabalho para cada jogador. No âmbito geral, existe o cuidado de não sobrecarregar ninguém.
"Treinos em dois períodos, aliás, deverão acontecer apenas aqui em Weggis. Na Alemanha iremos diminuir a intensidade e talvez fazer apenas um trabalho por dia", comentou o preparador-físico Moraci Sant'Anna.
A comissão técnica não divulgou os resultados dos exames feitos pelos atletas nos dois primeiros dias na Suíça. Parreira chegou até mesmo a deixar a habitual ponderação de lado quando questionado sobre o assunto. "Vocês não precisam saber", respondeu o técnico. "Queremos transformar um grupo heterogêneo em homegêneo", explicou Runco.