Flávio Florido/Folha Imagem
Robinho é o único da geração revelada pelo Santos em 2002 que está na Copa
A possibilidade de conciliar uma base campeã do mundo com uma das mais promissoras safras das últimas décadas empolgou Carlos Alberto Parreira no início do trabalho para a Copa do Mundo. Mas, na véspera da estréia, apenas Robinho, o principal expoente da nova geração, deve entrar em campo na Alemanha. Justo ele que largou atrás dos colegas e teve que pedalar muito para convencer Parreira da sua utilidade ao time nacional.
Após surgir para o estrelato da bola com a atuação na final do Campeonato Brasileiro de 2002, Robinho caiu em declínio no ano seguinte e foi se recuperar apenas no segundo semestre de 2003. Enquanto isso, seus parceiros de Santos Diego, Elano, Renato e até Maurinho tinham chances na seleção brasileira.
Mas transferências que não vingaram, aliadas à afirmação de Robinho, mudaram o panorama dos novatos. "Acho que é uma questão de oportunidade", avaliou o jogador do Real Madrid. "Qualidades eles têm, e muita, até porque já fizeram parte da seleção brasileira", completou.
Robinho diz que a permanência na seleção também é pura questão de momento. "E eles não passaram por um muito bom", opinou sobre o desvio de rota dos companheiros.
De fato, deixar o Santos não foi o melhor dos negócios para os ex-"Meninos da Vila", ao menos no que se refere à seleção.
Diego chegou ao Porto como campeão da Copa América e nome habitual nas listas para as eliminatórias. O mesmo aconteceu com Luis Fabiano, ídolo do São Paulo.
Ambos desembarcaram em Portugal no vácuo do título europeu de 2003-04 e ganharam a última edição da Copa Internacontinental, mas, enquanto Diego caiu em desgraça com o técnico Co Adriaanse e foi para o Werder Bremen na última temporada, Luis Fabiano deixou o time ainda antes. Esboçou uma recuperação no Sevilla, mas não se recuperou o bastante para voltar ao time de Parreira.
No time espanhol também patinou Renato. O meia chegou como titular, mas perdeu a posição ao longo de 2005-06 e acabou fora da lista final de Parreira. Elano, por sua vez, se escondeu no Shaktar Donetsk, da Ucrânia. Agora, quer voltar ao Brasil.
Enquanto isso, Robinho puxa a fila das possíveis alterações que Parreira fará no decorrer do Mundial. "Gostaria de participar, de jogar, claro, mas vou esperar e ver o que o professor decide. Já estou muito feliz de chegar na Copa", respondeu o atacante, obediente.