| TITULARES DE UMA ESTRÉIA PARA OUTRA |
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| Copas | Jogadores |
1930 1934 | Nenhum |
1934 1938 | 2: Leônidas e Martim |
1938 1950 | Nenhum |
1950 1954 | 1: Baltazar |
1954 1958 | 2: Nílton Santos e Didi |
1958 1962 | 4: Gilmar, Nilton Santos, Didi e Zagallo |
1962 1966 | 4: Gilmar, Djalma Santos, Garrincha e Pelé |
1966 1970 | 2: Pelé e Jairzinho |
1970 1974 | 3: Piazza, Rivellino e Jairzinho |
1974 1978 | 2: Leão e Rivellino |
1978 1982 | 2: Oscar e Zico |
1982 1986 | 2: Sócrates e Júnior |
1986 1990 | 3: Alemão, Branco e Careca |
1990 1994 | 3: Taffarel, Jorginho e Dunga |
1994 1998 | 3: Taffarel, Dunga e Bebeto |
1998 2002 | 4: Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo e Rivaldo |
2002 2006 | 5: Cafu, Lúcio, Ronaldinho, Roberto Carlos e Ronaldo |
Mudou o treinador, mas a seleção brasileira que debuta na Copa da Alemanha contra Croácia, nesta terça-feira, em Berlim, é "praticamente a mesma" que enfrentou a Turquia há quatro anos no primeiro jogo do Mundial do Japão e Coréia.
Cinco jogadores que iniciaram a partida diante dos turcos estarão em campo no Estádio Olímpico: Cafu, Lúcio, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Jamais na história da competição o Brasil repetiu tantos jogadores de uma estréia de Copa do Mundo para outra.
O recorde anterior, - quatro jogadores -, fora estabelecido nos Mundiais de 1962, 1966 e 2002.
No Chile, Gilmar, Nilton Santos, Didi e Zagallo haviam jogado na estréia da seleção em 1958, na Suécia, contra a Áustria (3 a 0).
Na Inglaterra, Gilmar, Djalma Santos, Garrincha e Pelé, que pegaram o México em 62 (2 a 0), estavam em campo em 1966 diante da Bulgária (2 a 0).
Luiz Felipe Scolari, há quatro anos, escalou diante da Turquia quatro atletas que começaram a Copa de 1998, na França, com Zagallo, hoje coordenador da seleção: Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo e Ronaldo. O quarteto participou da vitória sobre a Escócia por 2 a 1.
Para o atual treinador, Carlos Alberto Parreira, manter a base de um Mundial para outro é importante. "É bom, dá tranqüilidade".
O comandante, não entanto, deixa claro que a espinha dorsal da atual seleção foi definida no último jogo do Brasil nas Eliminatórias Sul-Americanas, em outubro de 2005, contra a Venezuela. "Disse que a equipe que deveria começar a Copa do Mundo era a base daquele jogo em Belém (PA). E acabou se confirmando".
Flávio Florido/Folha Imagem
Ronaldo é um dos cinco que jogaram na estréia de 2002 e jogarão nesta terça
Quando dirigiu o Brasil na Copa dos Estados Unidos, em 1994, Parreira utilizou na estréia três jogadores que estiveram em campo na primeira partida em 1990, na Itália, com Sebastião Lazaroni: Taffarel, Jorginho e Dunga.
O fato de ter o time definido e contar com jogadores remanescentes do último Mundial, segundo Parreira, não significa que os considerados reservas devam desistir de brigar por uma vaga entre os titulares.
"Temos uma base sólida, é verdade, mas todos estão buscando um lugar no time. E todos nós sabemos que não se ganha a Copa do Mundo com 11 jogadores. Você conquista a competição ao longo dos jogos e vai precisar usar mais gente", finalizou.
O Brasil entra em campo com: Dida; Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Adriano e Ronaldo.
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colaborou Evandro César Lopes