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13/06/2006 - 06h00

Brasil repete na estréia base de 2002 e quebra novo recorde

Daniel Tozzi e João Henrique Medice *
Enviados especiais do UOL
Em Berlim (Alemanha)
TITULARES DE UMA ESTRÉIA PARA OUTRA
CopasJogadores
1930
1934
Nenhum
1934
1938
2: Leônidas e Martim
1938
1950
Nenhum
1950
1954
1: Baltazar
1954
1958
2: Nílton Santos e Didi
1958
1962
4: Gilmar, Nilton Santos, Didi e Zagallo
1962
1966
4: Gilmar, Djalma Santos, Garrincha e Pelé
1966
1970
2: Pelé e Jairzinho
1970
1974
3: Piazza, Rivellino e Jairzinho
1974
1978
2: Leão e Rivellino
1978
1982
2: Oscar e Zico
1982
1986
2: Sócrates e Júnior
1986
1990
3: Alemão, Branco e Careca
1990
1994
3: Taffarel, Jorginho e Dunga
1994
1998
3: Taffarel, Dunga e Bebeto
1998
2002
4: Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo e Rivaldo
2002
2006
5: Cafu, Lúcio, Ronaldinho, Roberto Carlos e Ronaldo
Mudou o treinador, mas a seleção brasileira que debuta na Copa da Alemanha contra Croácia, nesta terça-feira, em Berlim, é "praticamente a mesma" que enfrentou a Turquia há quatro anos no primeiro jogo do Mundial do Japão e Coréia.

Cinco jogadores que iniciaram a partida diante dos turcos estarão em campo no Estádio Olímpico: Cafu, Lúcio, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Jamais na história da competição o Brasil repetiu tantos jogadores de uma estréia de Copa do Mundo para outra.

O recorde anterior, - quatro jogadores -, fora estabelecido nos Mundiais de 1962, 1966 e 2002.

No Chile, Gilmar, Nilton Santos, Didi e Zagallo haviam jogado na estréia da seleção em 1958, na Suécia, contra a Áustria (3 a 0).

Na Inglaterra, Gilmar, Djalma Santos, Garrincha e Pelé, que pegaram o México em 62 (2 a 0), estavam em campo em 1966 diante da Bulgária (2 a 0).

Luiz Felipe Scolari, há quatro anos, escalou diante da Turquia quatro atletas que começaram a Copa de 1998, na França, com Zagallo, hoje coordenador da seleção: Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo e Ronaldo. O quarteto participou da vitória sobre a Escócia por 2 a 1.

Para o atual treinador, Carlos Alberto Parreira, manter a base de um Mundial para outro é importante. "É bom, dá tranqüilidade".

O comandante, não entanto, deixa claro que a espinha dorsal da atual seleção foi definida no último jogo do Brasil nas Eliminatórias Sul-Americanas, em outubro de 2005, contra a Venezuela. "Disse que a equipe que deveria começar a Copa do Mundo era a base daquele jogo em Belém (PA). E acabou se confirmando".

Flávio Florido/Folha Imagem

Ronaldo é um dos cinco que jogaram na estréia de 2002 e jogarão nesta terça

Quando dirigiu o Brasil na Copa dos Estados Unidos, em 1994, Parreira utilizou na estréia três jogadores que estiveram em campo na primeira partida em 1990, na Itália, com Sebastião Lazaroni: Taffarel, Jorginho e Dunga.

O fato de ter o time definido e contar com jogadores remanescentes do último Mundial, segundo Parreira, não significa que os considerados reservas devam desistir de brigar por uma vaga entre os titulares.

"Temos uma base sólida, é verdade, mas todos estão buscando um lugar no time. E todos nós sabemos que não se ganha a Copa do Mundo com 11 jogadores. Você conquista a competição ao longo dos jogos e vai precisar usar mais gente", finalizou.

O Brasil entra em campo com: Dida; Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Adriano e Ronaldo.

* colaborou Evandro César Lopes

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