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21/06/2006 - 13h48

Parreira quer Brasil mais coletivo na seqüência da Copa

Daniel Tozzi e João Henrique Medice
Enviados especiais do UOL
Em Dortmund (Alemanha)

Reuters

A seleção teve um treino cheio de descontração no estádio de Dortmund

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Depois de responder sobre o rendimento do "quadrado" ofensivo, se pronunciar seguidas vezes sobre a fase e a condição física de Ronaldo, e avaliar a performance de Kaká e Ronaldinho, o técnico da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira chamou a atenção para o que quer da seleção brasileira nas próximas partidas da Copa do Mundo: mais coletividade.

"A equipe como um todo pode render mais coletivamente", declarou o treinador em entrevista coletiva. De fato, apesar da melhora geral de rendimento da equipe entre os jogos contra a Croácia e a Austrália, houve piora em dois aspectos fundamentalmente coletivos: total de passes e tempo de posse de bola.

Contra a Croácia, o Brasil trocou 370 passes certos (aproveitamento de 92%), enquanto no jogo diante da Austrália este número caiu para 347 (90,1% do total). Já em termos de posse de bola, o time viu a contagem diminuir de 29min00s no primeiro duelo para 26min18s no segundo.

Parreira, entretanto, tem sua parcela de culpa neste quesito. Para ele, o treinador é o responsável pela filosofia da equipe em campo, e no estilo de jogo que o time adota, apesar de os atletas serem, segundo sua ótica, os responsáveis, em última instância, pelos resultados - positivos ou negativos.

O treinador tem participação na montagem da equipe. Mas quem é decisivo é o jogador

Carlos Alberto Parreira
"O treinador tem participação na montagem da equipe", disse, explicando que vê como função do técnico disciplinar os atletas taticamente para um determinado padrão de jogo. "É importante essa química jogador-treinador, mas quem é decisivo sempre é o jogador", opinou o técnico.

O treinador brasileiro destaca, ainda, que todos rivais do Brasil realizam marcação cerrada em cima das estrelas da equipe, o que dificulta o trabalho individual dos homens de frente, como Ronaldinho.

"O Ronaldinho vai ter vigilância permanente em todos os jogos", previu Parreira. "Tenho certeza que qualquer equipe que jogar contra o Brasil vai se preocupar em muito com o Ronaldinho", exemplificou, ressaltando a importância do trabalho em grupo nas partidas.


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